A Semana Lá Fora: as estreias de Southland e Harper’s Island, as finales de Trust Me e Terminator, a volta de Tudors

Waal! Que semana! Faltou espaço na coluna pra tanta estreia de séries novas, episódios finais de série, episódios finais de temporada e tantos acontecimentos marcantes.
A coluna A Semana Lá Fora abre com reviews de algumas das estreias da semanas: o drama policial Southland, o suspense Harper’s Island e as comédias Parks and Recreation e Surviving Suburbia. E ainda dois retornos: a estreia da terceira temporada de The Tudors e a volta do hiato de Fringe.
E de lá vamos para as despedidas: Law & Order UK chegou ao final se sua curtíssima primeira temporada, assim como a já renovada United States of Tara. Já Terminator: The Sarah Connor Chronnicles completou seu segundo ao (e fica a expectativa se teremos ou não um terceiro ano). A tristeza maior fica com os fãs de Trust Me. Logo após a exibição do 13º episódio e a TNT já havia confirmado: a série estava cancelada.
Completando a coluna, trazemos reviews de Chuck (com Chevy Chase e Scott Bakula), uma nova empresa nascendo em The Office (que teve episódio duplo!), os últimos desdobramentos de Lost e 24 Horas e, claro, o episódio de House que foi o assunto da semana. Venha discutir estas séries conosco. Está no ar a coluna!
Southland: Piloto (1×01)
Exibição: 9/4/2009
MVP: Regina King e Benjamin McKenzie
Depois de uma década e meia de ER, é hora de outro drama assumir as quintas-feiras da NBC. John Wells (The West Wing, Third Watch e ER) está à frente de Southland, drama policial e promessa do canal para este ano – até Jay Leno assumir o horário das 22h.
Focado nas investigações e rotinas da polícia de Los Angeles, Southland transforma a ótima (e por que não “clássica”?) Third Watch em uma pálida lembrança: o enredo é mais cru, seco, violento e real. Dirigido de maneira adulta por Christopher Chulack, o piloto nos apresenta um mundo de policiais bocas sujas, misóginos e problemáticos, mas que fazem seu trabalho. Servindo de porta para esse mundo está Benjamin McKenzie, muito bem adaptado na pele do policial novato Ben Sherman. Claro, nunca assisti The O.C., mas mesmo com as ofensas de seu parceiro (que o chamou de Tori Spelling e morador de 90210) não vi um astro teen até o momento. O que é ótimo.
O problema fica com os outros personagens: não os compreendi tão bem exatamente. Todos parecem um padrão clássico de “policiais brancos”, mas talvez seja pela (ótima) opção de se exibir um piloto sem esfregar em nossa cara como será cada um deles: o destaque ficou para as três investigações interligadas, na linha de Crash. Porém, isso não deu muito certo com o detetive Sammy Bryant (Shaw Hatosy) que possui a esposa problemática, e principalmente com Russel Clark, interpretado por Tom Everett Scott e que simplesmente não mostrou à que veio.
Feita essa ressalva, dá pra destacar Regina King na ótima personagem da detetive Lydia Adams, mais humana e menos caricata que os demais. Filmado como se fosse um documentário (apesar de não haver “câmeras os seguindo”, há alguns palavrões censurados, o que ficou meio estranho), Southland já nasce com a assinatura de John Wells: muitos personagens, muitas tramas e uma divisão entre desenvolvimento de histórias e trabalho. Não é só mais um procedural. Pode marcar em sua agenda semanal – até Jay Leno assumir o horário das 22h. (Thiago Sampaio)

Harper’s Island: Whap (1×01)
Exibição: 9/4/2009
MVP: n/a
Acho que de todos os defeitos desse piloto de Harper’s Island, o maior é o fato de que em nenhum momento eu consegui me envolver e ser carregada pela trama. O tempo todo eu estava assistindo personagens interagindo por meio de atores bem medíocres, para compor storylines pensadas e repensadas por um time de roteiristas que simplesmente repetiram estereótipos e tramas batidas (e algumas, como a do ex-namorado que vai ao casamento a pedido do pai rico para que não deixe a filha casar com o menino pobre, deixando a mocinha bastante perturbada, é digna de novela mexicana), com uma trilha sonora que me pareceu algo que eu já ouvi em vários filmes do gênero, se fazendo bem presente para nos dizer quando deveríamos ficar tensos ou assustados.
Fiquei com a sensação de que tudo era encenado demais, e eu não consegui ficar tensa, assustada ou me envolver com aquelas pessoas. Nem mesmo Abby, que apesar de tudo parece ser a personagem mais interessante da série. Eu não posso dizer que não vá melhorar, contudo. A série tem potencial, mesmo que seja potencial para entretenimento descompromissado. Talvez se os criadores pararem de tentar torná-la complexa, ela ganhará fluidez o suficiente para nos manter engajados.
Enquanto isso não acontece, eu me reservo no direito de sentir muito vergonha alheia pelo casal louro e de não entender porque toda produção de suspense precisa de uma criança assustadora, de não me importar com quem morrerá a cada semana ou em descobrir quem é o misterioso serial killer. Sim, isso significa que tentarei ver a série até o final, não importando o quão frustrante a experiência seja. Afinal, são só 13 episódios. (Thais Afonso)

Parks and Recreation: Piloto (1×01)
Exibição: 9/4/2009
MVP: Amy Poehler
Por Parks and Recreation ser uma espécie de spin-off não oficial de The Office, é impossível não compará-la com a série de Carrell. Porém eu não farei tal comparação. Não é nem uma questão de ser politicamente correta, ou justa. Eu vi apenas o piloto de The Office e isso já faz uns dois anos. Então apesar de conseguir perceber que o recurso narrativo é o mesmo, eu não tenho muita base para comparação.
Eu não achei Parks e Recreation a melhor comédia que eu já vi na vida, mas dificilmente eu gosto de pilotos de comédias. Geralmente o que faz com que eu continue é o potencial do argumento e o carisma dos protagonistas. E na minha opinião, Parks and Recreation possui ambas as coisas.
Amy Poehler sempre foi uma das minhas favoritas em SNL. Tanto que o envolvimento dela foi o grande motivo para eu conferir a série. E ela não me decepcionou. Sua Leslie Knope convence completamente como alguém totalmente sem noção e até mesmo ingênua, mas que consegue que não ser irritante em seu entusiasmo e otimismo extremos.
Então eu estou ansiosa para ver o que vem a seguir e descobrir se Leslie conseguirá de fato construir seu parque, e espero que Parks and Recreation consiga ser tão divertida e inteligente quanto o show da ex-colega de SNL de Poehler, Tina Fey. (Thais Afonso)

Surviving Suburbia: Hero (1×01)
Exibição: 6/4/2009
MVP: G. Hannelius
Lá se vão quatro temporadas sem que a rede ABC emplaque uma comédia – as únicas que estrearam e foram renovadas neste período pelas minhas contas foram Samantha Who?, que hoje sabemos que chegou lá mais na carona do Dacing with the Stars do que por seus próprios méritos, e Notes from the Underbelly, que eu realmente curtia, mas entendo que foi renovada provavelmente em um lapso de julgamento dos executivos da ABC.
E depois de tantas ideias toscas (Carpoolers), bizarras (Cavemen), mal copiadas (Hot Properties) ou mal executadas (Miss Guided), a boa notícia é que a ABC voltou ao básico – uma sitcom familiar, clássica, que é o que eles sabem fazer. Não esqueçam, este é o canal de Roseanne e Home Improvement.
A boa notícia é que Surviving Suburbia vai quebrar um galhão de quem sente falta de uma típica sitcom. A má é que ela não tem absolutamente nenhum elemento novo (dava pra encenar este mesmo episódio com o elenco de Apesar de Tudo que ninguém notaria a diferença).
Se não há nada de novo, bom, pelo menos o elenco é promissor, certo? Em termos. Bob Saget nunca foi lá muito engraçado (em Três é Demais, quem fazia rir era a Michelle, a Kimmy, o Joey, e às vezes até mesmo o Tio Jesse, mas nunca o Danny) e pra mim ele está velho demais para o papel. O que é curioso, porque toda a divulgação da série está em torno dele. Mas temos a Cynthia Stevenson, sempre versátil e talentosa, e uma atriz-mirim, G. Hannelius, que é um espetáculo.
Não há nada especial em Surviving Suburbia. Mas, nestes anos de seca, já é um bom início. (Paulo Antunes)
Chuck: Chuck Versus the Broken Heart (2×19)
Exibição: 6/4/2009
MVP: Zachary Levi, Scott Bakula e Chevy Chase
Quando eu disse que o pai de Chuck poderia ter alguma ligação com o Intersect confesso que não esperava que ele o tivesse criado. Então Chuck é filho do Orion. Sério, essa série só faz melhorar e mesmo sendo clichê, o tratamento dado foi muito bem desenvolvido. Gosto quando se trabalha com as coincidências que a vida pode trazer. Afinal, o pai de Chuck criou o Intersect mas não tem nada a ver com o fato dele ter parado no cérebro do seu filho.
Bartowski está cada vez mais “Carmichael”. E ao mesmo tempo continua atrapalhado. Ele atirando no Casey foi ótimo. E principalmente o Casey precisando de três tranquilizantes para finalmente desmaiar. Não sem antes ameaçá-lo de morte, é claro. Rsrs.
Eu fiquei com pena da Ellie o episódio todo. E pela primeira vez gostei 100% das cenas dela com o Devon. E foi ótimo saber que não se esqueceram da despedida de solteiro mas ao mesmo tempo mostraram que um casal pode passar por essas coisas com maturidade sem cair na história do casamento cancelado.
O Morgan mais uma vez foi o Morgan: aquele amigo que não quer crescer e não quer deixar você crescer. Péssimo. Espero que o Chevy Chase apareça novamente. Sua participação foi precisa para o desenvolvimento da trama. Eu gosto mais dele nesse papel arrogante do que sendo apenas engraçado. (Tati Leite)

The Office: Dream Team e The Michael Scott Paper Company (5×20 e 5×21)
Exibição: 9/4/2009
MVP: Steve Carell, Idris Elba e Jenna Fischer
Amo as retas finais de The Office. São nelas que notamos o poder de renovação do seriado: quando a fonte parece estar esgotada, os roteiristas nos presenteiam com avanços de trama dignos dos melhores dramas. Mas com a pitada de humor de sempre.
Com a chegada do novo Diretor Regional, Charles Miner, Michael se demitiu e, com um discurso empolgado, tentou atrair alguns de seus antigos funcionários para sua nova empresa de papel. Apenas Pam, num ato de completa insanidade, resolveu seguir com ele. E claro, as coisas não dão muito certo no começo (Michael não tem um escritório, teve o empréstimo financeiro recusado pela avó e não sabe o que está fazendo), mas de maneira emocionante tudo se resolve no final.
Digo “emocionante” porque foi tocante mesmo. Jenna Fischer, na sua melhor fase na série, conduziu Pam em sua tormenta emocional no pequeno almoxarifado do mesmo prédio da Dunder Mifflin, aturando um chefe sem metas, e batendo cabeça com o inapto colega Ryan (B.J. Novak, que retornou das gravações de Inglourius Basterds, de Quentin Tarantino), até vender sua primeira remessa de papel quando tudo parecia perdido.
Ela acabou se saindo melhor que seu noivo: Jim não começou nada bem com o novo chefe, que o acha um idiota folgado. E mentir que gosta de “soccer” não ajudou em nada no processo (os funcionários procurando na Internet nomes como Pelé e Maradona pra impressionar o chefe foi impagável). Agora é esperar desfecho da temporada. E, como sempre, ser pego de surpresa pelas reviravoltas dessa comédia perfeita. (Thiago Sampaio)
United States of Tara: Miracle (1×12))
Exibição: 5/4/2009
MVP: Toni Collette
United States of Tara foi vendida e promovida como uma comédia. Para mim, desde o começo, é uma série dramática e até bastante melancólica. Mas ao mesmo tempo, às vezes eu sinto o tom mais voltado para o cômico da série destoar completamente do quanto alguns assuntos me deixam perturbada.
Especialmente em se tratando da doença de Tara. Eu sempre acho a disputa dos alters pela consciência e o direito de interagir com o mundo exterior a sua própria maneira um pouco sinistra. Sim, em grande parte os alters existem porquê a Tara precisa dessa proteção, mas pelo menos Alice e T são personalidades bem narcisistas. E Alice certamente não vai desistir de seu plano de submeter Tara a ela e usurpar sua vida tão cedo. E eu considero bem perturbadora a idéia de existir algo dentro de você que trame para tirar o controle da sua consciência original.
E sobre o trauma de Tara, eu na verdade fiquei mais confusa do que qualquer outra coisa. Se era T que estava com Tripp, isso significa que Tripp estuprou a T? Porquê ela certamente falou como se tivesse sido consensual e ela tivesse gostado, e até mesmo estado no controle, mas a fala de Buck e toda a confissão de Tripp sobre realmente ter tirado vantagem de Tara fizeram parecer que T estava bêbada demais para consentir qualquer coisa. De qualquer forma, por Tara não estar em controle do próprio corpo e não saber da doença que possuía àquela altura, podemos dizer que mesmo que T tenha consentido, a Tara sofreu agressão sexual de qualquer maneira? Eu acho que sim. E com essa nova revelação sobre a origem da doença, agente pode pensar que a Tara foi mandada para o internato por causa de sua condição. Mas o quê a causou? O maior mistério da primeira temporada, aparentemente também será o da segunda. (Thais Afonso)

Trust Me: The More Things Change (1×13)
Exibição: 7/4/2009
MVP: Eric McCormack, Griffin Dunne e Donna Murphy
Quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam as mesmas. O episódio final dessa temporada de Trust Me (e da série) traz muitos ecos do piloto. Ele encerra esse primeiro ciclo com perfeição e seu único defeito é ser exatamente isso, o fim de uma temporada apenas, deixando abertas tramas e trazendo em seu final um gancho que não será resolvido.
Em The More Things Change uma nova campanha milionária é ganha de Cochran e Mason se vê novamente em uma posição delicada, recebendo a oferta de uma promoção que o coloca em uma posição desconfortável. Há um grande jogo de poder, e apesar de Mason, Conner e Sarah acabarem retornando a pontos passados, a demissão de Tony e Cochran tomando a agência em um golpe seriam suficientes para construir novas e interessantes tramas para uma temporada subseqüente.
Porém enquanto Mason era laureado, a série tinha o destino oposto. Com a audiência fraca, ganhou exibição apressada pela TNT e foi cancelada. Uma pena, pois Hunt Baldwin conseguiu fazer uma série bem divertida e escalou um elenco ótimo. Eric McCormack, Tom Cavanagh e Monica Potter mostraram muito carisma e entrosamento, formando um trio protagonista formidável e Sarah Clarke, Griffin Dunne e Donna Murphy conseguiram dar dimensão aos seus personagens não tão interessantes, e que certamente apareciam de menos. Inclusive Dunne e Murphy tem apenas uma cena particularmente boa nessa finale e estão espetaculares, apesar da storyline clichê. E a principal razão pela qual eu sentirei falta de Trust Me é esse elenco, que em apenas dez semanas conseguiu me conquistar. (Thais Afonso)

The Tudors: Episódio 1 da terceira temporada (3×01)
Exibição: 5/4/2009
MVP: Alan Van Sprang
Sim, eu quase chorei vendo o “previously” no início do episódio. Sim, eu detesto a Jane e os vestidos horríveis dela. Sim, o “eye patch guy” agora é uma das minhas únicas razões para assistir The Tudors. Sim, o Jonathan Rhys-Meyers está uma baleia. Mas não, não foi tudo tão ruim como eu esperava.
Bom, começamos exatamente 11 dias depois da finale do ano passado, com o casamento do Henrique com a Jane. Somos introduzidos ao “eye patch guy”, sir Francys Brian, e a lady Ursula. Melhor ainda, “eye patch guy” faz da Ursula amante dele. Sim, também temos a Mary sendo colocada de volta nas boas graças do pai e meu cavaleiro de armadura prateada indo conter os rebeldes no norte. Aliás, rebelião, tipo… já?!
Oh, que meigo! Henrique presenteia a Jane com um lindo cachorrinho. E estou torcendo pra que tenha sarna *Anne Boleyn smirk*
Alias, cadê a Elizabeth? O fato dela não aparecer me deprimiu, mas o Henrique dizendo que a Lizzie não era responsabilidade dele… ¬¬’
Ah, eu me controlei até agora, mas não dá mais: Tragam a Ana de volta para assombrar o Henrique, por obséquio! A Natalie Dormer fez, e muita, falta. Tragam ela de volta ou eu vou morrer de tédio! (Ana Boleyn)
House: Simple Explanation (5×20)
Exibição: 6/4/2009
MVP: Hugh Laurie
Se o episódio fosse sobre a morte de Thirteen não estranharia, afinal muitos esperam isso desde que ela entrou na série; ou se fosse Taub, seria compreensível já que ele está depressivo há algum tempo. Mas estamos falando do episódio “surpresa” em que morre o pupilo mais carismático, Kutner.
A verdade é que o ator Kal Penn pediu pra sair da série agora que estará envolvido na política. E a maneira que os roteiristas encontraram para tirá-lo da trama foi o suicídio, aparentemente sem motivo, com a simples explicação de que 25% dos suicidas não mostram sinais de depressão.
O corpo sendo encontrado, House desnorteado por não ter percebido e por isso culpando até os pais do indiano e no finalzinho, Taub chorando no corredor foi emocionante. No início Taub se fazendo de indiferente foi desnecessário, sabíamos que os dois eram amigos e foi um choque tudo aquilo.
Também desnecessário foi Foreman querendo ficar sozinho, não me convenceu.
Quanto ao paciente da semana um homem que diagnosticado errado, estava com uma sentença de morte, e a esposa que estava bem aparentemente e, no entanto tinha Leishmaniose Visceral.
Tudo foi emocionante e tecnicamente falando o episódio foi perfeito, principalmente a atmosfera escura durante todo ele. Resta esperar pra ver como a morte de Kutner afetará a vida de todos nessa reta final de House. (Lara Aurich)

Law & Order UK: Alesha (1×07)
Exibição: 6/4/2009
MVP: Ben Daniels e Freema Agyeman
Law & Order UK chega ao fim de sua curta primeira temporada com chave de ouro: sem exceção, todos os episódios foram excelentes, mesmo quando a história adaptada ainda estava presente na memória.
Se podemos destacar alguma diferença para o original em suas primeiras temporadas é que Law & Order UK tem um grande trabalho em desenvolver seus personagens. O foco, é claro, é no promotor interpretado por Ben Daniels, mas todos os membros da polícia ou justiça têm várias dimensões, têm seus conflitos e dúvidas.
Alesha, episódio que leva o nome da assistente da promotoria, adapta o episódio Helpless (3×06) de Lei & Ordem, colocando a personagem na berlinda, quando, para poder colocar um estuprador na cadeia, ela se coloca em posição de perigo e acaba sendo violentada.
Outra coisa que se tornou característica da temporada: Londres e seus habitantes anônimos funcionam como personagens adicionais ao elenco, sendo mostrados de maneira mais “sentimental”, ou você não se emocionou com a cena em que Londres é mostrada ao fundo enquanto a chama de uma vela tremula em primeiro plano?
Law & Order UK também parece ter menos medo de usar artimanhas para fazer justiça, nos deixando feliz quando os detetives prendem o médico em meio a uma coletiva de imprensa, mesmo sem ter motivos para isso. Melhor: a justiça, no final, triunfa. (Simone Miletic)
24 Horas: Day 7: 12:00 P.M. – 01:00 A.M. (7×17)
Exibição: 6/4/2009
MVP: Kiefer Sutherland, Chris Mulkey e Carlos Bernard
Provando que não é preciso grandes reviravoltas nem grandes absurdos pra manter o telespectador preso, 24 Horas vai indo por um caminho seguro que tem resultado bons episódios, totalmente o oposto da temporada anterior, que não agradou a ninguém.
Neste ótimo episódio tivemos alguns dos principais personagens colocando a mão na massa sozinhos. Tony Almeida indo atrás das armas nucleares, se infiltrando na base da Starkwood, sem auxilio do FBI, que comandando por Larry Moss acabou se rendendo aos homens de Hodges. E Hodges, que foi pessoalmente cuidar de Douglas Knowles, o presidente do Conselho da empresa, matando-o com as próprias mãos. E até que ponto o discurso de Hodges está errado? Ele fez o trabalho sujo pra nação e agora é culpado e descartado? Claro, suas atitudes não estão corretas, mas é conveniente para os manda-chuvas empurrarem a responsabilidade dos erros pra Starkwood.
E Olivia, que para calar o repórter que a chantageava acabou fazendo sexo com ele e filmando no seu celular para chantageá-lo de volta? E o que não dizer da presidente, que sozinha teve que enfrentar Jonas Hodges e que ainda teve que cancelar o ataque aéreo a Starkwood? E ainda tivemos os primeiros efeitos do vírus em Bauer, e também uma possível cura, que envolve Kim Bauer (!). (Lucas Leal)

Fringe: Inner Child (1×15)
Exibição: 7/4/2009
MVP: Anna Torv e John Noble
Após quase dois meses fora da grade da Fox, Fringe voltou do hiato e fica a pergunta: porque a série sempre é excluída da programação? Há diversos motivos para sua manutenção. O show é líder na audiência por idade (os espectadores que mais interessam aos anuciantes) e por estar no primeiro ano, uma “carona” no sucesso de American Idol não seria ruim.
Em relação ao episódio, sinto falta de uma continuação nas tramas paralelas – apesar de no final de Inner Child termos uma pequena dica – que pode até ter passado despercebida – de quem era aquela criança, quando vemos o homem que salvou Peter na infância e que retornou cobrando o favor a Walter.
Fora isso, o episódio foi meio estranho, sem graça, quase enfadonho. No houve nada que justificasse a premissa da série, com exceção da criança. Aliás, esse aspecto foi trabalhado de maneira nada usual – e nesse caso, isso não é bom. Não dá para comprar a idéia de encontrar uma criança em uma câmara lacrada por 70 anos e, muito menos, em toda aquela “captação de aura” – dá-lhe Phoebe Buffay.
Perguntas que não calam: Se o garoto se criou no subsolo, como ele entenderia inglês? Autodidata por acaso, fez curso com os jacarés que moram nos esgotos de Nova York? E não vale vir com a balela da “leitura espiritual”. E porque sempre antes de dizer o que pensa sobre os casos o Walter pede alguma coisa sem sentido? Piada? Se for não está funcionado bem. A paciência para as barbaridades de Fringe está acabando. Aliás, talvez esteja aí o motivo para tanto hiato. (Gabriel Bonis)
Lost: Dead is Dead (5×12)
Exibição: 8/4/2009
MVP: Michael Emerson
Terry O’Quinn teve uma participação incrível mas, assim como os demais, foi ofuscado pelo sempre brilhante Michael Emerson (ouso afirmar que foi a melhor atuação dele na série até então, se isto é possível).
Ainda sobre Locke, a equipe criativa de Lost tem nos brindado com situações que provavelmente já foram feitas por nós telespectadores. Se no episodio anterior tivemos Hurley e Miles tentando entender a viagem no tempo, neste episodio vimos todos que sabem que John Locke está vivo tentando entender “como?” e “por que?”, incluindo o próprio John Locke.
Mas o episodio foi sobre Ben Linus e, não vou mentir, é muito difícil falar sobre tudo que assistimos durante estes 40 minutos. Ao mesmo tempo em que quero dizer que este episódio humanizou o personagem Ben Linus, ainda me pergunto, o que aconteceu com este garoto quando Richard o “salvou”? E mais, até onde posso acreditar que ele vai enfim deixar a ilha fazer o que tem de ser feito, sem interferir? A única coisa que tenho certeza (eu acho) é que a ilha ainda não desistiu de Ben, e as cenas onde ele leva a filha de Rosseau e não mata a francesa, e não consegue matar Penny por causa do pequeno Charlie, me fazem acreditar que ainda há um homem por trás do monstro. (Paulo Fiaes)

Terminator: The Sarah Connor Chronnicles: Born to Run (2×22 – season finale)
Exibição: 10/4/2009
MVP: Thomas Dekker e Jeffrey Pierce
O season (series?) finale de Terminator me deixou boquiaberta. E o mais interessante, é que terminou de forma tão genial que serve tanto para um final para a série (embora muito me entristeceria) quanto para uma mudança nos rumos dos acontecimentos.
Tudo o que era realmente importante foi concluído. Os Connor finalmente encontraram Weaver (e confirmamos que ela é de fato a metal que Jesse carregava no submarino), Ellison descobriu que vinha trabalhando para uma máquina por todo esse tempo, e nós, que não era Catherine a responsável pela nave construída na fábrica que ela destruiu. Vimos que Weaver estava trabalhando para a resistência todo esse tempo, e o mais importante, John fez sua escolha. Na hora H ele abandonou tudo para ir atrás de Cameron e isso acabou levando-o para um futuro que ele conhece só de ouvir falar.
Essa viagem para o futuro abriu espaço para duas opções: ou a série trabalha como John reagirá num futuro que ainda não sabe que ele é o salvador da humanidade, ou nós ficamos órfãos de Terminator, mas com material suficiente para usarmos a nossa imaginação. Porque John está cara a cara com um Derek que não sabe quem ele é, com o pai que nunca teve a oportunidade de conhecer, e com Allison, aquela que será a base da sua Cameron. Será esse o motivo de Allison ser importante para ele e ter sido escolhida para esta missão? Por John já saber que ela se tornaria Cameron? E como serão as coisas com Sarah no passado, tendo apenas Ellison ao seu lado? E o que de fato foi fazer John Henry no futuro com o chip de Cameron?
Um final fantástico, para uma série sensacional e que merece ser renovada. (Mica)
Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.
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