
Nunca foi tão difÃcil montar uma edição de A Semana Lá Fora. Afinal, os últimos dias de março e os primeiros de abril foram lotados de acontecimentos bacanas na TV americana. Pra não falar dos acontecimentos históricos, como a final de ER, que você lê na coluna especial And In the End… a despedida-tributo aos 15 anos de ER. O discutÃvel final de Life on Mars, também ganhou texto à parte, na review Life On Mars chega ao seu final, explodindo cabeças.
A coluna abre comentando os episódios finais de Damages e Eleventh Hour. Tem ainda a estreia do remake de Cupid. As novas temporadas de My Boys e Primeval também ganharam espaço, assima como a volta do hiato de Greek.
Completa a seção os acontecimentos da semana em House (episódio especial com Mos Def), CSI:Miami (com um investigador torturado), Chuck (com a presença de Tricia Helfer), Terminator (com direito morte e uma virada na trama), o drama de Jack Bauer em 24 Horas e ainda Lost, One Tree Hill e The Big Bang Theory. Tem de tudo, para todos os gostos!
Damages: Trust Me (2×13 – season finale)
Exibição: 2/4/2009
MVP: Glenn Close
Quando a segunda temporada de Damages estreou, eu tinha grandes expectativas que foram correspondidas. Com o passar do tempo, as coisas esfriaram, o ritmo tornou-se devagar e as tramas deixaram a desejar; porém, nessa reta final a série se recuperou e entregou uma finale que se não é isenta de erros, pelo menos amarra todas as pontas.
A personagem Patty Hewes seguiu sua evolução, mas manteve sua coerência. Se desde a premiere nos apontaram que ela sentia culpa, era de se imaginar que ela tentaria expiar seus sentimentos via confissão. E o resto: a armação, trazer o Tom de volta, ficar sentada sob a mira de uma arma tentando resolver as coisas com Ellen enquanto sangrava por causa do esfaqueamento, expulsar Michael de casa e ainda conseguir as prisões de Dave Pell e Walter Kendrick é Patty Hewes em seu melhor jogo. É o que eu desejo ver na série e é o que me satisfaz. É o que, aliado a mais uma performance fantástica de Glenn Close, tornou essa finale um episódio delicioso de se assistir.
E nem fazendo Patty de refém Ellen me empolgou. E depois ela simplesmente deixou o que a Patty fez de lado só porque a chefe confessou. Eu preferia que ela fosse presa, mas como poderia ocorrer uma terceira temporada com essa situação? Da mesma maneira, é óbvio que ela retornará a firma de Patty. Acho que a minha maior dúvida com esse final é quem retornará junto com ela? Claire, Purcell, Phil, Katie e Frobisher parecem ter esgotado seus usos para a série. Mas eu realmente gostaria de ver pelo menos Gay Harden de novo. E apesar de não ter sido a melhor temporada ou o melhor season finale que já vi, Damages ainda fez o suficiente para que eu continue uma fã fiel, que aguarda desde já seu terceiro ano. (Thais Afonso)

CSI:Miami: Wolfe in Sheep’s Clothing (7×20)
Exibição: 30/3/2009
MVP: Jonathan Togo
É impressão minha ou essa trama com os Russos faz cada vez menos sentido? Não que CSI:Miami seja exemplar em matéria de plausibilidade, mas toda a storyline com os raptos de Ryan e Billy para coagir Wolfe a sabotar o caso teria parecido bem menos forçada sem o envolvimento da toda poderosa Máfia que jurou vingança a Horatio e seus pupilos.
O roteiro tem vários furos, mas a direção, a edição e a interpretação de Jonathan Togo tornam os quarenta minutos tensos o suficiente para eu deixe os problemas da estória de lado e me importe com o que vai acontecer. Além disso, as armações de Ryan para tirar a investigação de curso foram muito boas. Eu fiquei impressionada com a maneira como ele plantou uma impressão digital em uma evidência. Foi uma ação que certamente colocou sua moral em questão. Sim, a vida de Billy estava ameaçada, mas ele quase condenou um homem totalmente inocente a prisão perpétua ou até mesmo a execução. Pode a vida de um inocente justificar a morte de outro?
O casal Calleigh e Eric parece não achar pois, ao contrário de Horatio, que deixa Ryan se safar, eles ficam irados com a sabotagem e com a falta de confiança do colega. Vamos ver se no próximo episódio tudo já estará bem, ou se a posição do casal se desenvolverá em uma rixa dentro do time. É CSI, então acho que tudo será esquecido. (Thais Afonso)
Eleventh Hour: Medea (1×18 – season finale)
Exibição: 2/4/2009
MVP: Rufus Sewell
Sophia, uma perita ligada ao FBI, teve um caso com Ray Whyne, diretor-assistente do FBI. Os dois tiveram um filho, mas Ray acabou escondendo-o de Sophia para que o caso não viesse à tona, o que estragaria a sua carreira. É o tÃpico caso de Eleventh Hour. Foi assim durante toda esta temporada. E, pra mim, este foi o maior erro. Não constituir uma trama, à s vezes pode até dar certo, mas nunca me agrada. Acredito que toda série teve possuir algo maior por trás do caso da semana.
Eleventh Hour não o fez e procurou se sustentar no carisma da dupla Rachel Young e Jacob Hood. Os dois possuem uma quÃmica muito boa, isso é inegável. Mas nem sempre os casos foram tão interessantes assim. Este episódio, por exemplo, por se tratar de uma season finale, foi o que mais manteve a intensidade, adrenalina, ação, suspense e drama.
Estes elementos, combinados, ajudaram a criar bom capÃtulo final. Apenas isso. Não se tem como esperar muito de uma série como esta, uma vez que cada episódio é um novo caso. Este foi, obviamente, diferente dos outros. Nenhum gancho foi deixado para uma próxima temporada. Se a série terminasse aqui, tenho certeza que ninguém estaria reclamando. Aliás, teremos uma nova temporada? (VinÃcius Silva)

House: Locked In (5×19)
Exibição: 30/3/2009
MVP: Hugh Laurie e Mos Def
De vez em quando, House surge com um episódio diferente e quase que cala a boca de quem fica apontando as falhas da série. E estes episódios diferentes entram em um outro contexto: um mais lÃrico, mais poético, mais “viajado”.
Uma maneira diferente de acompanhar os casos médicos foi com o clássico Three Stories da primeira temporada, e desde então narrativas nesse estilo acontecem de vez em quando. Alguns acertam no alvo. Outros erram feio. Bem, Locked In foi bem na mosca.
A história não é muito original (acompahar o tratamento pelos olhos dos pacientes já foi feito anteriormente, como no clássico médico M*A*S*H e no recém conduzido ao patamar de “clássico”, ER) mas a maneira conduzida em House fez seu diferencial. Pra começar, o mÃnimo possÃvel de histórias pessoais dos protagonistas (não que isso seja danoso, mas não ajuda muito) e o humor de House conduziram um gostoso episódio que, mais uma vez, colocou Deus na pauta.
E sou só eu, ou Mos Def tem uma voz adoravelmente cômica? (Thiago Sampaio)

24 Horas: Day 7: 11:00 P.M. – 12:00 P.M. (7×16)
Exibição: 30/3/2009
MVP: Kiefer Sutherland e Annie Wersching
Ao longo desta sétima temporada ficamos nos questionando sobre os métodos de Jack, até onde é certo ultrapassar o limite dos direitos humanos, e com atos como estes que Jack faz, o que nos torna diferentes daqueles que ele tenta tanto combater?
Não há resposta melhor do que a expressão de Moss e Renee ao encontrarem Jack. Principalmente Renee que ao ver as cicatrizes entendeu o quanto este mundo doentio marcou Jack Bauer mas, mais do que isto, o quanto ele agüentou e ainda assim continua tentando proteger o próximo. No mundo real não sei se posso afirmar isto, mas em 24 Horas o mundo já está em guerra, e nem sempre o certo é o certo a ser feito.
Mais do que um tapa na cara de Renee, foi um tapa na cara de nós mesmos telespectadores que nos deixamos levar pela pergunta e esquecemos tudo que vimos nas outras seis temporadas e na pequena estadia em Sangala. Seria interessante se a próxima temporada trabalhasse o que motivou Jack a ser o que é, se nem Tony que era o escoteiro da turma agüentou tanta perda e traição, porque Jack Bauer continua se sacrificando pra salvar aqueles que muitas vezes não querem ser salvo?
E não vou mentir, fui enganado direitinho por Seaton, e cada vez mais tenho medo do destino de Tony, ao mesmo tempo que acho que será um tiro no pé tê-lo ressuscitado pra matá-lo logo depois. (Paulo Fiaes)
Lost: Whatever Happened, Happened (5×11)
Exibição: 1/4/2009
MVP: Evangeline Lilly
Que trabalho soberbo de Evangeline Lilly neste episódio, em que finalmente Kate ganhou uma história interessante, além da disputa entre dois homens, apesar da tal disputa ainda existir.
Kate sempre deixou Sawyer em segundo plano por este ter seus próprios traumas para curar, e porque Jack representava segurança, e quando este se consumiu por tudo que saiu errado, ela viu em Aaron alguém que ela nunca teve pra si.
É injusto falar que Sawyer faz pelo “seu povo” o que Jack nunca fez, quando o próprio Jack deixou claro que salvou Ben por amor a Kate e ainda a deixando ou fugir com o seu rival. E os dois são mais parecidos do que um dia eles admitem. Sawyer deixou claro que também não se importava com o garoto Ben, “faço isto por Juliet” foram as palavras dele, e mais do que isto, Sawyer está sentindo na pele que liderar um grupo onde todos tem suas dúvidas, inseguranças e vontades, acaba sendo frustrante. Porque vejam só, ao ouvir de Richard que aquele jovem esquecerá tudo e perderá sua inocência deve ter sido mais dolorido pra Sawyer do que pra Kate, que não agüenta mais perder ninguém, mesmo este alguém sendo o Ben. Porque Sawyer finalmente percebeu que por mais que tente fazer o certo, “o que aconteceu, aconteceu”.
E sim, quero um episódio com Miles e Hurley conversando sobre viagem no tempo.
E “ele perderá sua inocência” pareceu dialogo de série da CW. E isto não é um elogio. (Paulo Fiaes)

Greek: Take Me Home, Cyprus-Rhodes (2×11)
Exibição: 30/3/2009
MVP: Spencer Grammer
Não, desta vez não irei criticar Greek. Ao longo das temporadas vocês leram textos meus aqui mesmo no TeleSéries onde eu falo que a série parece perdida, ou que tal episódio ou tal personagem teve uma história fraca. Mas aÃ, é só chegar o episódio de final de temporada (ou da metade da temporada) que eu apareço falando que Greek é a grata surpresa da temporada. Bom, isto já tem acontecido há uns dois anos, então dessa vez darei os méritos a série que ela merece e no final, quem sabe, eu a julgarei.
Pelo parágrafo acima dá pra notar que fiquei um pouco desapontado com a volta da série. Principalmente porque nos jogou tanta mudanças boas, e no final, acabou com mais do mesmo.
Imaginar que Casey poderia morar com Rusty e depois com Dale, seria no mÃnimo estranho, mas de uma maneira positiva. Acho que um ambiente diferente do que Casey está acostumada talvez seja o que ela esteja precisando pra se encontrar.
Assim como gostei da historia de Rebecca espiã. Mas o olhar de Cappie pra Rebecca e por sabermos tudo o que ele sente por Casey, realmente espero que Greek não retom (novamente) com este triângulo.
Aà temos Cappie, curioso notar que Cappie faz questão de frisar que é o cara que não quer nada com nada, mas cada vez mais parece um certo medo de Cappie em dar o próximo passo. Uma coisa é certa – a partir do momento que você resolve encarar o mundo adulto, todas as obrigações e dificuldades virão com eles. Mas, claro, há sempre o lado positivo pra equilibrar as coisas. (Paulo Fiaes)
One Tree Hill: Letting Go (6×19)
Exibição: 30/3/2009
MVP: Jackson Brundage
Há semanas que o pequeno Jamie vem desenvolvendo a parte dramática do personagem, e acredito que foi para percebemos sua atuação neste episódio. Nesta semana, vemos como a confissão de seu avô fez uma grande confusão na sua cabeça. Não era de se estranhar, afinal de contas, como um garoto pode entender que alguém tão especial para ele matou alguém de sua famÃlia?
E por esse motivo, tivemos a oportunidade de reviver o tio Keith e sua antiga oficina. Com Nathan, Luke e Jamie.
Também esta semana tivemos “quase” a mesma cena do final da temporada passada. A cena do aeroporto, com Julian ao invés de Luke, com Brooke ao contrário de Peyton. E um não, quando poderia ter sido sim. E dessa vez realmente acredito que deveria ter sido um sim. Olha, já estou de saco cheio dessas histórias de coração partido para a Brooke. Tudo bem, entendo o fato de que Brooke não consegue se abrir para mais ninguém depois que seu namorado a trocou pela melhor amiga, mas isso já tem seis anos. Está na hora de superar e ser feliz.
Ser feliz, assim como Millie e Mouth. Como Nathan e Haley. E como Lucas e Peyton, pelo menos por enquanto.
E essa demora em contar para os amigos o que está acontecendo com Lucas e Peyton tem que acabar logo. Por favor! (Bárbara Reis)

My Boys: Welcome Back, Kalla Fötter (3×01)
Exibição: 31/3/2009
MVP: Jordana Spiro
Eu não me considero mais apto para criticar My Boys. Imagino que meu sentimento pela série não seja muito diferente do sentimento do Thiago Sampaio por The Office, ou do Paulo Fiaes por How I Met Your Mother e, claro, das milhares pessoas que não cansam de rever Friends na Warner, ou em DVD. É paixão. Assistir My Boys provoca uma pane no meu senso crÃtico.
Por exemplo, é claro que eu amei o episódio, mesmo ele sendo quase nada engraçado e totalmente previsÃvel (sim, Bobby não se casa com Elsa; e, sim, o Bobby ganha sua chance com a PJ, de forma lindamente natural, um flashforward depois). Nós já vimos tudo isto em Friends, mas My Boys o repete de forma muito especial: não exagera no humor e não perde o senso da realidade, trazendo toda a comédia e todo o romance mais para perto de nós.
A graça do episódio fica por conta da competição de bigodes entre Brendo, Mike e Kenny, ou, como resume Andy, d’Artagnan, American Chopper e Amber Alert. E já vi esta piada Cheers, com barbas. Mas e eu me importo?
My Boys voltou! E, cara, eu ainda queria muito fazer parte desta turma. (Paulo Antunes)
The Big Bang Theory: The Dead Hooker Juxtaposition (2×19)
Exibição: 30/3/2009
MVP: Kaley Cuoco e Jim Parsons
Este é um episódio para nos provar que as possibilidades de boas histórias em The Big Bang Theory são muitas. E muito engraçadas.
E ver citação de Jornadas nas Estrelas na boca de Penny? Juro, eu tive que dar pausa e voltar e ver de novo. Na realidade, minha cena preferida é justamente Penny defendendo os “meninos especiais” da loira de três metros de altura (sério, a Penny não é baixinha, que tamanho tinha aquela mulher?), sendo que, no passado, ela fazia exatamente a mesma coisa.
A evolução de Penny é justamente demonstrada pela influência que os rapazes tiveram sobre ela, e não só na citação de Jornada nas Estrelas, mas em saber exatamente como Sheldon pede sua comida chinesa, ou mesmo quando ela fala sobre o Pirata da Perna de Pau apenas para irritá-lo.
Os homens, é claro, vão falar da briga de mulheres pelo hall do prédio. Tudo porque Penny resolveu defender os amigos.
E a evolução da amizade do grupo só acrescenta mais ao show, criando novas possibilidades. (Simone Miletic)

Cupid: Piloto (1×01)
Exibição: 31/3/2009
MVP: Bobby Cannavale
O que eu mais temia na espera pela estréia da nova versão de Cupid era olhar para Bobby Cannavale (de quem gosto muito) e ter saudades de Jeremy Piven. E essa foi a escolha que melhor funcionou.
Você realmente acredita na empolgação – quase infantil – de Bobby ao descrever o que é o verdadeiro amor e a sua missão na Terra. Graças a ele você se envolve com o piloto e até torce para que as contas penduradas em seu quarto comecem a se mexer por si só.
Por outro lado, Sarah Paulson funciona muito mal como Claire, ficando há anos luz de Paula Marshall. Sua Claire é um pouco caricata, um pouco exagerada. Na verdade, muitos dos trejeitos de Paula estão ali, mas não combinam com Sarah.
A base do seriado – o romantismo versus o ceticismo e a busca pelos 100 casais que permitirão ao Cupido voltar ao Olimpo – oferece muitas possibilidades e a história do primeiro episódio, mesmo óbvia, funciona. O elenco de apoio funciona e a edição de imagens está mais caprichada.
É um seriado divertido, mas não sei se conseguirá despertar paixões. A primeira versão foi cancelada precocemente e tinha fãs apaixonados. A ausência completa de legendas na Internet – tá, tem uma em italiano e só – pode ser mais um indicativo de que ele não tenha despertado a curiosidade necessária para que as pessoas conhecessem o seriado.
Ou que conhecessem uma nova versão da história já conhecida. O fato da ABC só ter encomendado sete episódios – depois de ter encomendado 13 e então nove – também não encoraja ninguém. (Simone Miletic)
Chuck: Chuck Versus the Broken Heart (2×18)
Exibição: 30/3/2009
MVP: Zachary Levi, Tricia Helfer e Adam Baldwin
O caso da semana em si não foi nada demais. Apenas serviu como pano de fundo para (1) redefinir a relação de Chuck e Sarah; (2) Chuck, ao que parece, encontrar seu pai; (3) mais uma vez atrapalhar a relação de Chuck com a irmã; (4) mostrar que Casey no fundo gosta de trabalhar com a Sarah e (5) provavelmente não vai demorar muito para alguém fora do NSA descobrir o que o protagonista faz nas horas vagas. Tudo indica que será o Sr. Awesome.
A participação da Tricia Helfer (Battlestar Galactica) foi muito boa. A sua versão feminina do Casey funcionou bem. Só a cena dela com o Baldwin limpando as armas valeu o episódio (aposto que para os meninos de plantão a cena de pole dance foi mais interessante – risos).
Algo me diz que o pai de Chuck não andava escondido à toa e de uma certa maneira deve ter uma ligação com o Intersect. Não acredito que iriam trazer a personagem à tona só para que ele leve Ellie ao altar. Isso se realmente houver casamento – porque a coisa ficou feia para o Devon. (Tati Leite)

Terminator: The Sarah Connor Chronnicles: Adam Raised a Cain (2×21)
Exibição: 3/4/2009
MVP: Thomas Dekker, Mackenzie Smith e Garret Dillahunt
Sabem aqueles episódios que te pegam completamente desprevenidos? Foi o que Adam Raised a Cain fezcomigo. Tudo para mim foi um choque e terminei o episódio literalmente tremendo. Há muito eu tenho dito que amo esta série, mas até agora não tinha assistido um episódio que me chocasse tanto. Foi fantástico em todos os sentidos.
Eu jamais imaginaria que Derek fosse morrer, e muito menos daquele jeito. Foi tão rápido e brutal que estou até agora ruminando o acontecimento. E a prisão da Sarah no final foi totalmente inesperada. John está completamente sozinho. É só ele e Cameron, ninguém mais. Que situação!
E foi muito bem pensado essa de unirem as histórias (os Connor e a Zeira Corps) através de Savannah (que sempre que aparece dá um show). A hora que John percebe que ‘John Henry’, o amigo da garotinha, é na verdade o corpo de Cromartie foi memorável. Assim como as cenas de Sarah e Derek no cemitério onde Kyle foi enterrado. O mesmo onde o próprio Derek o será.
Episódio irretocável. E agora? O que nos reserva o último da temporada? Ou da série, se não tivermos sorte? (Mica)
Primeval: Episódio 14 (3×01)
Exibição: 28/3/2009
MVP: n/a
Uma das coisas que eu gosto nas séries britânicas é que elas são curtas. O lado negativo é que o tempo entre o final de uma temporada e o inÃcio de outra é bem maior, e com minha memória já ruim por natureza, lembrar o que aconteceu no ano anterior é sempre um problema (e a mudança no visual dos personagens também).
Primeval voltou aquém do que eu esperava. Creio que depois da morte de Stephen eu ansiava por algo grandioso que me fizesse superar sua partida e isso não aconteceu. Não foi ruim, mas poderia ter sido muito melhor. Foi o primeiro episódio escrito por Steve Bailie e eu sinceramente o achei fraco. Já foi difÃcil aceitar a falta de Stephen junto ao grupo (era o rosto mais bonito e o que mais conhecia o trabalho de ‘caçador’ das criaturas) e a caracterização dos personagens não foi das melhores. Eu diria que algumas cenas chegavam a ser quase sátiras e isso não é legal. Outra coisa que não gostei foi da personagem Sarah Page que veio para ficar. Achei a mulher chata e desnecessária. Fui muito mais com a cara da nova chefa de Lester, Christine Johnson, embora não simpatize com pessoas que se preocupam mais com artefatos importantes do que com a vida dos soldados enviados para resgatar um objeto. E é claro, sou obrigada a mencionar a participação totalmente apagada de Lucy Brown. Ela que brilhou nas duas primeiras temporadas, foi apenas um peso morto no inÃcio da terceira.
Mas não se deixem enganar por mim. Essa temporada (com 10 episódios) promete. Helen ainda está por aÃ, e a tal nova chefa de Lester aparentemente tem sua própria agenda, então muita água vai rolar debaixo desta ponte (Mica).
Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.




