Animax virou filial da Sony, com programação ruim

Animax

Ele já foi um canal diferenciado, 100% dedicado a animês. Passou a abrir espaço para filmes, reprises de Lost e pelo menos uma série bacana, The Middleman, sempre recebendo críticas a cada mudança. Em novembro, no entanto, o Animax, que é mantido pela Sony Pictures Entertainment, acabou de vez com a paciência de seus assinantes, que estão indignados com a programação do canal. O motivo: a grade virou um samba do crioulo doido, misturando filmes, desenhos, dramas teen, reality shows, programas musicais e muitas sobras da programação do canal Sony. O Animax basicamente virou uma filial da Sony. Com programação ruim.

Ao longo da semana, diversos leitores escreveram comentários para o TeleSéries, criticando as mudanças do canal. Um leitor, chamado Felipe, resumiu o descontentamento:

Novo horário da Animax = LIXO! T.T

As mudanças atingiram principalmente o horário nobre do canal, com reprises do drama American Dreams monopolizando a grade, de segunda a sexta-feira, no horário das 20h. American Dreams não é uma série ruim, mas certamente não é relevante ou interessante o suficiente que justifique tamanha superexposição na América Latina. Clique aqui para continuar a leitura »

Review: The Tudors – Episódio 3×08

The Tudors  - Episódio 3x08Série: The Tudors
Episódio: Episódio 8
Temporada:
Número do Episódio: 28 (3×08)
Data de Exibição nos EUA: 24/5/2009
Data de Exibição no Brasil: 27/9/2009
Emissora no Brasil: People+Arts

Fui convocado a substituir Ana Boleyn nesta última review do ano de The Tudors. Me sinto como a terceira ou quarta esposa do Rei – um sentimento de que, por melhor que eu faça, não estarei a altura daquela que me antecedeu. E a Ana neste momento está visitando o velho mundo, e gosto de imaginar que ela está visitando neste momento no Palácio de Placentia, inspecionando as alcovas em que Henrique e a marquesa de Pembroke fornicavam. Clique aqui para continuar a leitura »

Tributo a John Hughes, o rei da Sessão da Tarde

John HughesSe me perguntarem qual é o cineasta que mais admiro em vou dar uma resposta intelectual, tipo Woody Allen. Mas, pensando melhor, é pura mentira. Ontem ao ler a notícia do falecimento de John Hughes, aos 59 anos, vítima de um ataque cardíaco, me dei por conta que a obra dele talvez tenha influenciado a minha vida mais do que a de qualquer outro diretor e roteirista de Hollywood.

Os quatro primeiros filmes que dirigiu e escreveu, Gatinhas & Gatões (Sixteen Candles), O Clube dos Cinco (The Breakfast Club), Mulher Nota 1000 (Weird Science) e Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off), somado a A Garota de Rosa Shocking (Pretty in Pink, que apenas escreveu, a direção foi de Howard Deutch), estão marcados como ferro em brasa no meu cérebro, de tantas e tantas vezes que os assisti, primeiro em fitas VHS locadas, depois nas incontáveis reprises da Sessão da Tarde – afinal, nestes filmes sempre tinha uma galera muito pirada aprontando altas confusões.

Curtindo a Vida Adoidado e A Garota de Rosa Shocking, em especial, tem o mesmo efeito pra mim que Chaves e Chapolin tem pra esta massa de pessoas que assistem suas constantes reprises no SBT. Se estou zapeando e estes filmes estão passando, eu preciso parar para assistir, não tem jeito – “Oh, Yeah”.

Confesso que não sei dizer exatamente qual o tamanho da influência destes filmes na minha vida, até porque acredito que sejam muito mais profundas que eu posso imaginar e moldaram a minha adolescência – talvez por isto eu tenha sido um jovem meio loser, tipo o Duckie, de A Garota de Rosa Shocking. Sei que até hoje eu me arrepio ouvindo “If You Leave”, do OMD. E que o roteiro de O Clube dos Cinco me empolga até hoje, com a forma inteligente como ele desconstrói os papéis sociais do universo escolar (sejamos sinceros, aqui no Brasil não existe futebol americano, nem cheerleaders, mas os papéis são exatamente os mesmos).

Os jovens atores dos fiilmes de John Hughes também se tornaram meus ídolos e seguidamente eu me pego perseguindo eles, assistindo um filme ou uma série, mesmo quando são ruins, apenas porque eles estão lá. E pra não dizer que esta postagem ficou totalmente off-topic, afinal este é um site especializado em seriados de TV, decidi listar alguns dos jovens atores com quem Hughes trabalhou e os seriados que eles andaram fazendo. Confira a seguir.

E obrigado Hughes!

Jon Cryer

Jon Cryer era o grande personagem cômico de A Garota de Rosa Shocking e este talento, felizmente, não se perdeu na história. Depois de estrelar algumas séries fracassadas e alguns filmes ruins (quem acha que Smallville detonou com a lenda do Super-Homem precisa rever Superman IV, onde ele faz o papel de Lenny Luthor, o sobrinho de Lex), a grande chance surgiu em Two and a Half Men. A sitcom mais assistida dos Estados Unidos já rendeu quatro indicações ao Emmy para Cryer e sei que muita gente torce para que este ano ele finalmente seja premiado.

Molly Ringwald

Molly Ringwald, estrela adolescente de Gatinhas & Gatões, A Garota de Rosa Shocking e O Clube dos Cinco, virou mãe de adolescente na série The Secret Life of the American Teenager. Dizem que a série, ainda inédita no Brasil, tem uma vibe bem anos 80, o que, convenhamos, cai como uma luva para Ringwald. Clique aqui para continuar a leitura »

Borracharia TeleSéries: Deanna Russo

A Warner Channel exibe neste domingo o episódio final de Knight Rider. E isto, claro, desperta reações contraditórias em mim.

Por um lado a sensação é de alívio e desprezo – não se perde grande coisa, a série era fraca e, com o fim, quem sabe a Warner toma vergonha na cara e passa a exibir a temporada final de Without a Trace, muito mais relevante.

Por outro lado, bom…

Deanna Russo

Sai da tela Deanna Russo, 29 anos, ex-atriz de telenovela, protagonista pela primeira vez de uma série de TV. A verdade é que é ela, e não o K.I.T.T, a verdadeira supermáquina! Clique aqui para continuar a leitura »

Cinco opiniões positivas a respeito de 90210

Quase todo mundo deve concordar comigo: 90210 foi uma das estreias mais frustrantes, decepcionantes e irritantes não só da temporada, mas da década. Quem chegou até o final da primeira temporada, precisa admitir: ou tem um baixo nível de exigência, ou é masoquista, ou é brasileiro, e não desiste nunca! E eu tenho telhado de vidro, porque assisti a quase todos os 24 episódios da temporada, aos trancos e barrancos (felizmente, sempre tenho a desculpa de que sou crítico e assistir série ruim é o meu trabalho).

Tá, mas falar mal de 90210 é fácil, difícil é encontrar as virtudes da série. Então eu fui a fundo e listo para vocês cinco coisas boas que vi na primeira temporada de 90210. Mas afinal, estou sendo duro ou estou sendo bonzinho?

Cena de 90210

1. Adrianna Tate-Duncan

Há algo de curioso no gênero dos dramas teen, que é o fato de que neles parece o controle dos produtores sobre a obra é mais frouxo, mais sujeito as mudanças provocadas pelos capricho dos jovens telespectadores. Pouca gente lembra que na primeira temporada de Barrados no Baile havia um personagem fixo chamado Scott Scanlon (ou lembra?) e Donna sequer tinha uma fala no piloto. Ou que a divertida Summer era apenas uma regular na primeira temporada de The O.C. Nas séries teen, parece mais comum vermos que o que estava nos planos acaba dando errado e o que não estava acaba acontecendo.

O fenômeno se repetiu em 90210, com a Adrianna de Jessica Lowndes. Eis que a atriz regular, pelas beiradas, foi roubando a cena e se tornando de longe a personagem jovem mais popular da série. Clique aqui para continuar a leitura »

Colaborador do TeleSéries ganha espaço no site do Universal Channel

Newsletter do Universal Channel

O Vinícius Silva, autor do weblog Sob a Minha Lente e colaborador de longa data do TeleSéries (atualmente responsável pelas reviews de Heroes e Friday Night Lights), escreveu, a convite do Universal Channel, o artigo “O Encontro da Fuga com a Redenção” para o Blog Heroes. Você lê o texto aqui.

O Vinícius é o mais novo blogueiro a participar a seção “Universal Channel Convida”, que abre espaço nos blogs dos canais para participações de escritores convidados. O espaço já recebeu colaborações de Ale Rocha (leia aqui) no blog de House, e também uma de minha autoria (aqui) no blog de Greek.

Deixo aqui o meu parabéns para o Vinícius, que mereceu a oportunidade por conta do trabalho sempre sério, e para o Universal Channel, que com um gesto simples estreita ainda mais seu bom relacionamento com os telespectadores e reconhece a importância dos blogs como canal de comunicação e ferramenta de marketing. Ganhamos todos.

Borracharia TeleSéries: Marley Shelton

Marley Shelton

Eu acho bacana perceber que existe um elemento imprevisível na TV americana. Faz quase sete anos que estou cobrindo diariamente este rico universo dos seriados de TV e acredito que desenvolvi um senso estético apurado, a sensibilidade para entender o que cai ou não no gosto do público e, ao longo dos últimos meses, através da coluna TeleRatings, uma compreensão maior do que estatisticamente significa fracasso ou sucesso na TV americana.

Ainda assim, volta e meia me surpreendo com o que passa na cabeça dos executivo de televisão.

Eu até consigo entender os motivos pro cancelamento de Life e Terminator, que eu adoro. Mas realmente não me entra na cabeça porque Eleventh Hour, mesmo não sendo tão boa, foi cancelada, e, por conta disto, não terei mais a minha dose semanal da charmosa e durona agente Rachel Young de Marley Shelton. Clique aqui para continuar a leitura »

Review: Fringe – Safe

Fringe - SafeSérie: Fringe
Episódio: Safe
Temporada:
Número do Episódio: 10
Data de Exibição nos EUA: 2/12/2008
Data de Exibição no Brasil: 19/5/2009
Emissora no Brasil: Warner

Acho que o comentário mais recorrente que tenho lido no TeleSéries nos últimos meses é aquele em que nosso leitor escreve mais ou menos assim:

A série X começou ruim, mas lá pelo episódio Y melhora.

Tá pessoal, obrigado, valeu pelo toque. Mas e aí? A gente vai consumindo lixo até se acostumar com o gosto do lixo, é isto? Clique aqui para continuar a leitura »

Especial: a semana em frases

Encerrando a nossa cobertura dos upfront das redes ABC, CBS, NBC, Fox e The CW, segue a minha compilação das melhores frases da semana. Saída da boca de executivos, atores e jornalistas e até do presidente norte-americano, elas resumem as fortes emoções da semana, formam um amplo quadro do que virá por aí na TV americana e, claro, divertem. Confira:

Dawn Ostroff e Ed Westwick

Estes são tempos turbulentos, erros são inaceitáveis, enganos imperdoáveis. Nem as redes de televisão estão a salvo de um colapso. Já nos basta a NBC.

Ed Westwick, lançado seu olhar 43 e interpretando Chuck Bass, seu riquinho personagem em Gossip Girl, durante a apresentação da nova programação da rede CW para imprensa e anunciantes. A plateia adorou. Mas não é uma ironia ver a CW tirando sarro da NBC?

The CW é o lugar para onde as mulheres vão. CW é parte do zeitgeist cultural e nossas estrelas são uma grande parte do nosso sucesso.

Dawn Ostroff, presidente da nanica rede CW, durante a apresentação da nova programação do canal. O canal raramente passa dos quatro milhões de telespectadores por noite, mas ela realmente acredita que Gossip Girl e 90210 fazem parte do inconsciente coletivo do povo americano. Clique aqui para continuar a leitura »

Review: House – Simple Explanation

House - Simple ExplanationSérie: House
Episódio: Simple Explanation
Temporada:
Número do Episódio: 106 (5×20)
Data de Exibição nos EUA: 6/4/2009
Data de Exibição no Brasil: 14/5/2009
Emissora no Brasil: Universal

Há muitas formas de se ler e se comentar Simple Explanation. Mas eu, sinto muito, prefiro falar daquelas que envolvem os acontecimentos de fora da câmera.

Na era da Web, do Twitter, do YouTube, dos Torrents, dos blogs postando spoilers e do jornalismo cultural ágil e também sem auto-crítica e sem noção, a televisão perdeu um rico elemento narrativo: o elemento surpresa.

Acabou, sério, não há mais como você se sentar na frente da televisão (computador, whatever) sem saber o que irá acontecer. Simple Explanation foi a prova definitiva que isto não é mais possível. Há um estraga prazeres, ali na esquina, pronto para revelar o que vai acontecer logo adiante.

Bem-vindo a era dos spoilers. Clique aqui para continuar a leitura »

A volta dos The Boondocks

Na madrugada desta quarta-feira, quando eu estiver dormindo, o meu DVR vai estar funcionando a todo vapor, gravando a estreia da segunda temporada de The Boondocks no canal Sony.

The Boondocks estreou no Brasil em 2007, na entressafra da Sony, e só está retornando agora, quase dois anos depois – e eu mesmo já tinha me esquecido que o desenho tinha uma segunda temporada.

Para quem não conhece, um aviso: The Boondocks não é fácil. Apesar da estética de desenho animado dos anos 80, o desenho não é nada inocente. A criação de Aaron McGruder faz humor colocando o dedo direto nas feridas da cultura negra e, claro, abordando o racismo nos Estados Unidos. Clique aqui para continuar a leitura »

Review: Fringe – The Dreamscape

Fringe - The DreamscapeSérie: Fringe
Episódio: The Dreamscape
Temporada:
Número do Episódio: 9
Data de Exibição nos EUA: 25/11/2008
Data de Exibição no Brasil: 12/5/2009
Emissora no Brasil: Warner

Aos poucos Fringe vai encontrando o seu caminho e The Dreamscape indica qual será o rumo. A série está se tornando palatável, mas eu ainda tenho muitas queixas pra fazer!

Os personagens começam a ganhar vida privada – Olivia até se produziu para uma festa (só faltou comparecer) e Peter tem problemas pessoais com agiotas, ou coisa pior. E a mitologia da série começa a engrenar – aqui Olivia volta a ter visões John Scott (e fica aberta a possibilidade de termos algo mais do que as memórias dele no seu inconsciente), ela retorna ao tanque do episódio piloto e a Massive Dynamic volta a ser suspeita de atividades ilegais.

Mas The Dreamscape é um episódio Denorex. Ele parece bom, mas não é. É ordinário. Clique aqui para continuar a leitura »

Review: Fringe – The Equation

Fringe - The EquationSérie: Fringe
Episódio: The Equation
Temporada:
Número do Episódio: 8
Data de Exibição nos EUA: 18/11/2008
Data de Exibição no Brasil: 5/5/2009
Emissora no Brasil: Warner

No início de abril, o Vinícius Silva publicou uma review da finale de Eleventh Hour na coluna A Semana lá Fora (a íntegra está aqui). Ele escreveu o seguinte sobre a série:

Não constituir uma trama, às vezes pode até dar certo, mas nunca me agrada. Acredito que toda série teve possuir algo maior por trás do caso da semana. (…) Eleventh Hour não o fez e procurou se sustentar no carisma da dupla Rachel Young e Jacob Hood. Os dois possuem uma química muito boa, isso é inegável. Mas nem sempre os casos foram tão interessantes assim.

Eu editei e publiquei o texto, mas dei umas bufadas. A verdade é que não concordo com a declaração. E a verdade é que gosto muito mais de Eleventh Hour do que de Fringe. Clique aqui para continuar a leitura »

Especial: os 10 momentos mais chocantes de The Shield

The Shield

Estou prestes a ficar órfão do melhor e mais perturbador e emocionante drama policial da TV americana. E estava pensando aqui na melhor forma de homenagear The Shield. E uma série que foge de qualquer tipo de lugar comum e que virou de cabeça pra baixo o gênero policial não merece um artigo comum, ou uma lista comum.

Confira então, a seguir, então a minha lista com 10 momentos memoráveis de The Shield, selecionados pela capacidade de chocar e impressionar – e alguns até me fizeram virar o rosto, mas sempre preso na cadeira, a espera da próxima cena, do próximo episódio e das peças que montariam o complexo quebra-cabeça do drama humano, da violência urbana e da corrupção policial que marcaram a série.

(Atenção, contém spoilers para quem assiste a série pelo People+Arts e pela Bandeirantes) Clique aqui para continuar a leitura »

Review: Fringe – In Which We Meet Mr. Jones

Fringe - In Which We Meet Mr. JonesSérie: Fringe
Episódio: In Which We Meet Mr. Jones
Temporada:
Número do Episódio: 7
Data de Exibição nos EUA: 11/11/2008
Data de Exibição no Brasil: 28/4/2009
Emissora no Brasil: Warner

Eu ando com uma teoria nova. Veja bem, é só uma teoria. Como ainda está em desenvolvimento ainda não preenchi todos os aspectos dela e nem bolei um nome decente. Bom, ma tenho um título provisório: é a “Teoria da Divinização”.

A Teoria é a minha tentativa de explicar as cagadas que os roteiristas de TV fazem. Ela parte da seguinte observação: toda vez que um roteirista entra num beco sem saída numa história, para tentar resolvê-la, ele acaba dando poderes divinos aos personagens. Isto irrita telespectadores chatos como eu, que exigem verossimilhança dos seriados. E, pior, acaba gerando um círculo vicioso – já que no próximo episódio o personagem está mais forte e será preciso de uma ameaça ainda maior para prender o telespectador na tela.

Fringe a recém está começando, mas também está se mostrando sujeita aos efeitos da “Teoria da Divinização dos Personagens”. Clique aqui para continuar a leitura »

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