Os destaques do dia acabaram

Sinto muito. Mesmo. Não foi uma decisão fácil. Mas foi necessária. A coluna Destaques do Dia tinha, em média, uns 900 page views por dia (fora os leitores via feed). Há edições da coluna com 1500 cliques. Admito, prestávamos com ela um serviço útil e até indispensável para muita gente.

Os Destaques do Dia eram a cara do TeleSéries. A coluna que melhor personificava as intenções de existir do site: ser a melhor interface de comunicação entre os telespectadores e os canais de TV por assinatura.

Gosto de pensar que nestes anos todos (a coluna existe desde 10 de abril de 2005, antes mesmo do TeleSéries virar um blog) nós formamos opinião. Que um ou dois executivos pegaram nela (ou nos ricos comments dos leitores) algum insight sobre a melhor forma de organizar a grade de programação; e que um ou outro assessor de imprensa percebeu a melhor forma de vender uma série para outros jornalistas e blogueiros. Clique aqui para continuar a leitura »

Review: House – Wilson

House - Wilson

Série: House
Episódio: Wilson
Temporada:
Número do Episódio: 119 (6×10)
Data de Exibição nos EUA: 30/11/2009
Data de Exibição no Brasil: 17/12/2009
Emissora no Brasil: Universal

Acredito que a demora para publicarmos uma resenha de House no TeleSéries diz muito mais sobre o momento da série do que este texto jamais conseguirá dizer. Em uma frase: a lua de mel dos fãs com House acabou.

E eu peguei emprestado o espaço do Anderson Vidoni (que também estava com dificuldades para escrever para este episódio) para dizer que eu mesmo não consigo mais defender House. E eu sempre defendi House. Eu defendi House desde o início, quando todos ainda gostavam da série, mas torceram o nariz no arco de Vogler e depois com a aparição de Stacy. Claro, ali não tínhamos grandes problemas ainda. Segui ao lado da série quando a coisa ficou mais grave, como quando o arco com o detetive Tritter começou a tomar rumos preocupantes. Permaneci ao lado da série no quarto ano, com o reality show que aumentou o elenco da série, e realmente acho que os fãs implicam demais com Thirteen, Taub e o falecido Kutner. Clique aqui para continuar a leitura »

Eu quero uma indicação ao Golden Globe para Mary McCormack

Mary McCormack em In Plain Sight

Toda vez que eu sento diante da TV para assistir In Plain Sight (sextas, 21h, no AXN). momentos antes de apertar o play do DVR eu me faço a mesma pergunta: como estará a Mary esta noite? As opções que passam pela minha cabeça são:

A) Atravessada, mas com algum senso de humor
B) Ranzinza
C) De mau humor
D) Puta da cara
E) TPM

Dito isto, desta forma, você vai me perguntar “porque você assiste uma série com uma protagonista assim?” A pergunta não deveria ser esta. Porque se eu me preocupo tanto com o humor dela é porque eu gosto demais dela. Assim como o Chico, digo Rafael, o noivo de Mary em In Plain Sight, eu amo Mary Shannon, em toda sua imperfeição.

E eu adoro In Plain Sight, com todas as suas imperfeições. Clique aqui para continuar a leitura »

Spoiler: Men of a Certain Age, a jogada arriscada de Ray Romano

Men of a Certain Age - Piloto

Ray Romano foi o primeiro comediante após Jerry Seinfeld a chegar ao topo. Eu tenho pena deles. Sério. Tenho medo do sucesso. Tenho medo de que, quando se chega lá em cima, lá no cume, logo após aquele suspiro de alívio, logo após o coração se encher de realização e desfrutarmos aquele dose imensa de felicidade, o cérebro dispare uma sinapse assustadora, lançando a pergunta: e agora?

Assim como Seinfeld, Romano tem mais dinheiro do que jamais conseguirá gastar em vida. Romano não precisa mais trabalhar. Romano pode fazer o que quiser. Quer dizer, em termos. Porque Romano, ao conduzir com brilhantismo por nove anos Everybody Loves Raymond, chegando ao alto da montanha, ele ganhou um bem precioso e frágil, chamado credibilidade.

Romano é relativamente jovem, não pode ficar parado, se aposentar. Mas cada movimento é um risco, e se a credibilidade se perde, quebra, desaparece? O que fazer?

Ele decidiu seguir os passos do Seinfeld. Primeiro sumiu da mídia por um tempo, pra diminuir a pressão. Depois percebeu que o caminho é fazer algo totalmente diferente do que fazia. Diversificar. Seinfeld fez desenho animado, tentou roubar alguns milhões do Bill Gates, relembrou os velhos tempos ao lado do Larry David e parece que vai investir em reality show.

Romano decidiu partir pro drama. E assim nasceu Men of a Certain Age. Clique aqui para continuar a leitura »

Animax virou filial da Sony, com programação ruim

Animax

Ele já foi um canal diferenciado, 100% dedicado a animês. Passou a abrir espaço para filmes, reprises de Lost e pelo menos uma série bacana, The Middleman, sempre recebendo críticas a cada mudança. Em novembro, no entanto, o Animax, que é mantido pela Sony Pictures Entertainment, acabou de vez com a paciência de seus assinantes, que estão indignados com a programação do canal. O motivo: a grade virou um samba do crioulo doido, misturando filmes, desenhos, dramas teen, reality shows, programas musicais e muitas sobras da programação do canal Sony. O Animax basicamente virou uma filial da Sony. Com programação ruim.

Ao longo da semana, diversos leitores escreveram comentários para o TeleSéries, criticando as mudanças do canal. Um leitor, chamado Felipe, resumiu o descontentamento:

Novo horário da Animax = LIXO! T.T

As mudanças atingiram principalmente o horário nobre do canal, com reprises do drama American Dreams monopolizando a grade, de segunda a sexta-feira, no horário das 20h. American Dreams não é uma série ruim, mas certamente não é relevante ou interessante o suficiente que justifique tamanha superexposição na América Latina. Clique aqui para continuar a leitura »

Review: The Tudors – Episódio 3×08

The Tudors  - Episódio 3x08Série: The Tudors
Episódio: Episódio 8
Temporada:
Número do Episódio: 28 (3×08)
Data de Exibição nos EUA: 24/5/2009
Data de Exibição no Brasil: 27/9/2009
Emissora no Brasil: People+Arts

Fui convocado a substituir Ana Boleyn nesta última review do ano de The Tudors. Me sinto como a terceira ou quarta esposa do Rei – um sentimento de que, por melhor que eu faça, não estarei a altura daquela que me antecedeu. E a Ana neste momento está visitando o velho mundo, e gosto de imaginar que ela está visitando neste momento no Palácio de Placentia, inspecionando as alcovas em que Henrique e a marquesa de Pembroke fornicavam. Clique aqui para continuar a leitura »

Tributo a John Hughes, o rei da Sessão da Tarde

John HughesSe me perguntarem qual é o cineasta que mais admiro em vou dar uma resposta intelectual, tipo Woody Allen. Mas, pensando melhor, é pura mentira. Ontem ao ler a notícia do falecimento de John Hughes, aos 59 anos, vítima de um ataque cardíaco, me dei por conta que a obra dele talvez tenha influenciado a minha vida mais do que a de qualquer outro diretor e roteirista de Hollywood.

Os quatro primeiros filmes que dirigiu e escreveu, Gatinhas & Gatões (Sixteen Candles), O Clube dos Cinco (The Breakfast Club), Mulher Nota 1000 (Weird Science) e Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller’s Day Off), somado a A Garota de Rosa Shocking (Pretty in Pink, que apenas escreveu, a direção foi de Howard Deutch), estão marcados como ferro em brasa no meu cérebro, de tantas e tantas vezes que os assisti, primeiro em fitas VHS locadas, depois nas incontáveis reprises da Sessão da Tarde – afinal, nestes filmes sempre tinha uma galera muito pirada aprontando altas confusões.

Curtindo a Vida Adoidado e A Garota de Rosa Shocking, em especial, tem o mesmo efeito pra mim que Chaves e Chapolin tem pra esta massa de pessoas que assistem suas constantes reprises no SBT. Se estou zapeando e estes filmes estão passando, eu preciso parar para assistir, não tem jeito – “Oh, Yeah”.

Confesso que não sei dizer exatamente qual o tamanho da influência destes filmes na minha vida, até porque acredito que sejam muito mais profundas que eu posso imaginar e moldaram a minha adolescência – talvez por isto eu tenha sido um jovem meio loser, tipo o Duckie, de A Garota de Rosa Shocking. Sei que até hoje eu me arrepio ouvindo “If You Leave”, do OMD. E que o roteiro de O Clube dos Cinco me empolga até hoje, com a forma inteligente como ele desconstrói os papéis sociais do universo escolar (sejamos sinceros, aqui no Brasil não existe futebol americano, nem cheerleaders, mas os papéis são exatamente os mesmos).

Os jovens atores dos fiilmes de John Hughes também se tornaram meus ídolos e seguidamente eu me pego perseguindo eles, assistindo um filme ou uma série, mesmo quando são ruins, apenas porque eles estão lá. E pra não dizer que esta postagem ficou totalmente off-topic, afinal este é um site especializado em seriados de TV, decidi listar alguns dos jovens atores com quem Hughes trabalhou e os seriados que eles andaram fazendo. Confira a seguir.

E obrigado Hughes!

Jon Cryer

Jon Cryer era o grande personagem cômico de A Garota de Rosa Shocking e este talento, felizmente, não se perdeu na história. Depois de estrelar algumas séries fracassadas e alguns filmes ruins (quem acha que Smallville detonou com a lenda do Super-Homem precisa rever Superman IV, onde ele faz o papel de Lenny Luthor, o sobrinho de Lex), a grande chance surgiu em Two and a Half Men. A sitcom mais assistida dos Estados Unidos já rendeu quatro indicações ao Emmy para Cryer e sei que muita gente torce para que este ano ele finalmente seja premiado.

Molly Ringwald

Molly Ringwald, estrela adolescente de Gatinhas & Gatões, A Garota de Rosa Shocking e O Clube dos Cinco, virou mãe de adolescente na série The Secret Life of the American Teenager. Dizem que a série, ainda inédita no Brasil, tem uma vibe bem anos 80, o que, convenhamos, cai como uma luva para Ringwald. Clique aqui para continuar a leitura »

Borracharia TeleSéries: Deanna Russo

A Warner Channel exibe neste domingo o episódio final de Knight Rider. E isto, claro, desperta reações contraditórias em mim.

Por um lado a sensação é de alívio e desprezo – não se perde grande coisa, a série era fraca e, com o fim, quem sabe a Warner toma vergonha na cara e passa a exibir a temporada final de Without a Trace, muito mais relevante.

Por outro lado, bom…

Deanna Russo

Sai da tela Deanna Russo, 29 anos, ex-atriz de telenovela, protagonista pela primeira vez de uma série de TV. A verdade é que é ela, e não o K.I.T.T, a verdadeira supermáquina! Clique aqui para continuar a leitura »

Cinco opiniões positivas a respeito de 90210

Quase todo mundo deve concordar comigo: 90210 foi uma das estreias mais frustrantes, decepcionantes e irritantes não só da temporada, mas da década. Quem chegou até o final da primeira temporada, precisa admitir: ou tem um baixo nível de exigência, ou é masoquista, ou é brasileiro, e não desiste nunca! E eu tenho telhado de vidro, porque assisti a quase todos os 24 episódios da temporada, aos trancos e barrancos (felizmente, sempre tenho a desculpa de que sou crítico e assistir série ruim é o meu trabalho).

Tá, mas falar mal de 90210 é fácil, difícil é encontrar as virtudes da série. Então eu fui a fundo e listo para vocês cinco coisas boas que vi na primeira temporada de 90210. Mas afinal, estou sendo duro ou estou sendo bonzinho?

Cena de 90210

1. Adrianna Tate-Duncan

Há algo de curioso no gênero dos dramas teen, que é o fato de que neles parece o controle dos produtores sobre a obra é mais frouxo, mais sujeito as mudanças provocadas pelos capricho dos jovens telespectadores. Pouca gente lembra que na primeira temporada de Barrados no Baile havia um personagem fixo chamado Scott Scanlon (ou lembra?) e Donna sequer tinha uma fala no piloto. Ou que a divertida Summer era apenas uma regular na primeira temporada de The O.C. Nas séries teen, parece mais comum vermos que o que estava nos planos acaba dando errado e o que não estava acaba acontecendo.

O fenômeno se repetiu em 90210, com a Adrianna de Jessica Lowndes. Eis que a atriz regular, pelas beiradas, foi roubando a cena e se tornando de longe a personagem jovem mais popular da série. Clique aqui para continuar a leitura »

Colaborador do TeleSéries ganha espaço no site do Universal Channel

Newsletter do Universal Channel

O Vinícius Silva, autor do weblog Sob a Minha Lente e colaborador de longa data do TeleSéries (atualmente responsável pelas reviews de Heroes e Friday Night Lights), escreveu, a convite do Universal Channel, o artigo “O Encontro da Fuga com a Redenção” para o Blog Heroes. Você lê o texto aqui.

O Vinícius é o mais novo blogueiro a participar a seção “Universal Channel Convida”, que abre espaço nos blogs dos canais para participações de escritores convidados. O espaço já recebeu colaborações de Ale Rocha (leia aqui) no blog de House, e também uma de minha autoria (aqui) no blog de Greek.

Deixo aqui o meu parabéns para o Vinícius, que mereceu a oportunidade por conta do trabalho sempre sério, e para o Universal Channel, que com um gesto simples estreita ainda mais seu bom relacionamento com os telespectadores e reconhece a importância dos blogs como canal de comunicação e ferramenta de marketing. Ganhamos todos.

Borracharia TeleSéries: Marley Shelton

Marley Shelton

Eu acho bacana perceber que existe um elemento imprevisível na TV americana. Faz quase sete anos que estou cobrindo diariamente este rico universo dos seriados de TV e acredito que desenvolvi um senso estético apurado, a sensibilidade para entender o que cai ou não no gosto do público e, ao longo dos últimos meses, através da coluna TeleRatings, uma compreensão maior do que estatisticamente significa fracasso ou sucesso na TV americana.

Ainda assim, volta e meia me surpreendo com o que passa na cabeça dos executivo de televisão.

Eu até consigo entender os motivos pro cancelamento de Life e Terminator, que eu adoro. Mas realmente não me entra na cabeça porque Eleventh Hour, mesmo não sendo tão boa, foi cancelada, e, por conta disto, não terei mais a minha dose semanal da charmosa e durona agente Rachel Young de Marley Shelton. Clique aqui para continuar a leitura »

Review: Fringe – Safe

Fringe - SafeSérie: Fringe
Episódio: Safe
Temporada:
Número do Episódio: 10
Data de Exibição nos EUA: 2/12/2008
Data de Exibição no Brasil: 19/5/2009
Emissora no Brasil: Warner

Acho que o comentário mais recorrente que tenho lido no TeleSéries nos últimos meses é aquele em que nosso leitor escreve mais ou menos assim:

A série X começou ruim, mas lá pelo episódio Y melhora.

Tá pessoal, obrigado, valeu pelo toque. Mas e aí? A gente vai consumindo lixo até se acostumar com o gosto do lixo, é isto? Clique aqui para continuar a leitura »

Especial: a semana em frases

Encerrando a nossa cobertura dos upfront das redes ABC, CBS, NBC, Fox e The CW, segue a minha compilação das melhores frases da semana. Saída da boca de executivos, atores e jornalistas e até do presidente norte-americano, elas resumem as fortes emoções da semana, formam um amplo quadro do que virá por aí na TV americana e, claro, divertem. Confira:

Dawn Ostroff e Ed Westwick

Estes são tempos turbulentos, erros são inaceitáveis, enganos imperdoáveis. Nem as redes de televisão estão a salvo de um colapso. Já nos basta a NBC.

Ed Westwick, lançado seu olhar 43 e interpretando Chuck Bass, seu riquinho personagem em Gossip Girl, durante a apresentação da nova programação da rede CW para imprensa e anunciantes. A plateia adorou. Mas não é uma ironia ver a CW tirando sarro da NBC?

The CW é o lugar para onde as mulheres vão. CW é parte do zeitgeist cultural e nossas estrelas são uma grande parte do nosso sucesso.

Dawn Ostroff, presidente da nanica rede CW, durante a apresentação da nova programação do canal. O canal raramente passa dos quatro milhões de telespectadores por noite, mas ela realmente acredita que Gossip Girl e 90210 fazem parte do inconsciente coletivo do povo americano. Clique aqui para continuar a leitura »

Review: House – Simple Explanation

House - Simple ExplanationSérie: House
Episódio: Simple Explanation
Temporada:
Número do Episódio: 106 (5×20)
Data de Exibição nos EUA: 6/4/2009
Data de Exibição no Brasil: 14/5/2009
Emissora no Brasil: Universal

Há muitas formas de se ler e se comentar Simple Explanation. Mas eu, sinto muito, prefiro falar daquelas que envolvem os acontecimentos de fora da câmera.

Na era da Web, do Twitter, do YouTube, dos Torrents, dos blogs postando spoilers e do jornalismo cultural ágil e também sem auto-crítica e sem noção, a televisão perdeu um rico elemento narrativo: o elemento surpresa.

Acabou, sério, não há mais como você se sentar na frente da televisão (computador, whatever) sem saber o que irá acontecer. Simple Explanation foi a prova definitiva que isto não é mais possível. Há um estraga prazeres, ali na esquina, pronto para revelar o que vai acontecer logo adiante.

Bem-vindo a era dos spoilers. Clique aqui para continuar a leitura »

A volta dos The Boondocks

Na madrugada desta quarta-feira, quando eu estiver dormindo, o meu DVR vai estar funcionando a todo vapor, gravando a estreia da segunda temporada de The Boondocks no canal Sony.

The Boondocks estreou no Brasil em 2007, na entressafra da Sony, e só está retornando agora, quase dois anos depois – e eu mesmo já tinha me esquecido que o desenho tinha uma segunda temporada.

Para quem não conhece, um aviso: The Boondocks não é fácil. Apesar da estética de desenho animado dos anos 80, o desenho não é nada inocente. A criação de Aaron McGruder faz humor colocando o dedo direto nas feridas da cultura negra e, claro, abordando o racismo nos Estados Unidos. Clique aqui para continuar a leitura »

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