Como tornar um tribunal inesquecível com a Ally McBeal
Tenho que fazer uma confissão: fui injusta com uma série. Pois é, em um dia qualquer de 2002, passeando pelos canais da TV, assisti um trecho de um episódio da última temporada de Ally McBeal e sentenciei: “que sem pé nem cabeça essa série”! Mudei de canal.
Em 2012, passeando pelas noticias em sites, li uma notinha sobre o seriado de David E. Kelly, Ally Mcbeal. De repente, me peguei assistindo o episódio piloto e depois toda a primeira temporada, e a segunda… e bom, vi a série inteira. Aí sim, tinha provas suficientes para proferir minha decisão: série original e divertida.
Dessa forma, vamos à exposição dos fatos.
Era uma vez…
Ally McBeal (Calista Flokhart) é uma jovem advogada que ao ser assediada por um de seus chefes e levar o caso ao conhecimento dos seus superiores acaba demitida. Mas, Ally é uma garota de sorte e não fica desempregada muito tempo. Richard Fish (Greg Germann), um ex-colega de faculdade a contrata para trabalhar no escritório dele. Linda sala, ótimo salário, casos esquisitos para defender, um banheiro unissex… o novo emprego parecia perfeito. Só que logo Ally descobre que não é a única conhecida de Richard dos tempos da universidade que ele contratou, Billy Thomas (Gil Bellows ) também é advogado do escritório.
Billy foi o amor infantil, adolescente e da vida toda de Ally. Os dois namoraram por anos e foram cursar Direito juntos. Um dia, Billy decidiu mudar de cidade e terminar o curso em outra faculdade deixando Ally. Tá, uma garota de nem tanta sorte assim. Mas agora, anos mais tarde, Billy estava de volta e os sentimentos de Ally por ele também. Só tinha um pequeno detalhe, Billy tinha casado com Georgia (Courtney Thorne-Smith), que para o azar de Ally, é uma linda e inteligente advogada.
Os outros colegas de trabalho de Ally são Elaine (Jane Krakowski) a secretária sensual e eficiente que inventa coisas e pode ser encontrada facilmente tentando ouvir conversas atrás das portas e John Cage (Peter MacNicol) o sócio de Fish, excelente advogado, é um cara esquisito cheio de tiques nervosos e estratégias nada convencionais para vencer um julgamento.
Ally fica confusa com sua relação com Billy e sempre desabafa com Renée (Lisa Nicole Carson) uma promotora com quem divide o apartamento.
Quando Georgia é contratada por Richard, as coisas tinham tudo para ficarem tensas, só que as duas se tornam amigas e Ally passa a tentar ver Billy apenas como amigo. Mas nem tudo são flores, Ally tem várias recaídas e Georgia se sente insegura com direito até a uma embaraçosa discussão de relacionamento entre os três. Billy reconhece que ainda sente algo por Ally, seu primeiro amor, mas desde o dia em que viu Georgia pela primeira vez soube que se casaria com ela porque ela é a mulher da vida dele. Isso tudo acontece enquanto Cage desiste de investir em Ally e Fish vê seu relacionamento com a juíza Whipper (Dyan Cannon) desandar.
O estado emocional de Ally está cada dia pior e ela passa a ter alucinações com um bebê dançarino, com celebridades etc e, ela resolve fazer terapia com Tracy Clark (Tracey Ullman), mesma psicóloga de Cage. E as comemorações das vitórias no tribunal com boa conversa e música no bar que fica no andar debaixo do escritório vão
tornando tudo menos complicado.
Pelo menos até a chegada da bela Nelle (Portia de Rossi) tão fria que seu apelido é “abaixo de zero”. As mulheres do escritório não gostam nada da nova contratação, mas Fish como sempre pensa no investimento já que Nelle é uma excelente advogada. E Ally tem que dar a mão a palmatória quando é presa por desobedecer a ordem de um juiz para não usar minissaia no tribunal e todo o escritório se une para defende-la, e Nelle consegue convencer o juiz a soltar Ally.
Mas nem mesmo Nelle é tão odiada pelo resto do escritório quanto sua amiga Ling (Lucy Liu), uma asiática ferina que começa a namorar Richard e para desgosto dos demais é admitida como advogada do escritório.
Quando Ally finalmente começa a namorar com um médico e as coisas estão indo bem, Billy fica com ciúmes, se declara e os dois se beijam. O resultado do tal beijo é uma briga generalizada entre as mulheres do escritório no banheiro. Georgia perdoa os dois e decide dar uma nova chance a seu casamento.
Nelle resolve conquistar Cage e apesar de todas as diferenças os dois engrenam um namoro. Renée e Whipper deixam seus cargos para voltarem a advogar e abrem um escritório juntas.
No Cage&Fish as confusões não param. Billy pinta o cabelo e começa a mudar de comportamento deixando todos insatisfeitos, principalmente, Georgia que conhece um homen no bar e o beija sem saber que ele é o pai de Ally. Todos ficam sabendo do ocorrido no jantar de ação de graças e Ally descobre então que o casamento de seus pais nunca foi perfeito e é cheio de traições. Georgia pede demissão e vai trabalhar com Renée. Magoado Billy beija uma cliente e é flagrado por Georgia que o deixa de vez.
No natal, Ally e Georgia
se enfrentam no tribunal. Billy pede para Georgia voltar para ele, mas ela desiste da relação. E Elaine luta na justiça pela guarda de um bebê que achou em um presépio, Ally e John ganham a causa, mas a mãe biológica da criança aparece e Elaine decide pelo bem do menino o entregar.
Billy descobre que está com um tumor na cabeça e deixa todos preocupados. Ally e Georgia o acompanham ao médico e Fish o pede para diminuir o trabalho. Enquanto isso Nelle termina com Cage.
Billy começa a ter alucinações e resolve fazer a cirurgia logo depois que terminar o julgamento do caso em que está trabalhando, no entanto, ele morre no tribunal assim que finaliza sua arguição, na frente de Ally.
Todos ainda estão chocados com a morte de Billy quando Richard decide contratar um novo advogado para substituí-lo, Mark (James LeGros) é conhecido como “o finalizador” por ser ótimo com o encerramento dos casos. Só que Ally ainda não está pronta para lidar com alguém no lugar de Billy e ela não é nada receptiva com Mark.
Tudo fica ainda mais de pernas pro ar quando Neele resolve abrir um escritório e rouba casos da Cage&Fish. Só que Nelle percebe que ficou sozinha, tudo o que ela sempre temeu e pede perdão pelo que fez a todos e Richard e John a aceitam de volta.
Com tanta turbulência emocional, Ally procura por Tracy e descobre que a psicóloga mudou de cidade e só deixou o arquivo dela para trás, seu antigo consultório agora é ocupado por Larry Paul (Robert Downey Jr.), um charmoso advogado que Ally confunde com um psicólogo para quem conta todos seus problemas. Apesar dos pesares, Larry e Ally se apaixonam. Só que Ally realmente não é nada sortuda, Larry tem ex-mulher e filho e decide mudar de cidade para ficar mais perto da criança, e Ally é novamente deixada pra trás.
Pelo menos a vida profissional anda bem e Ally é promovida a sócia, o que não deixa Nelle nada feliz. E Ling se torna juíza.
O escritório perde uma advogada mas recebe outros três, Corretta (Regina Hall), o jovem e talentoso Glenn (James Marsdem) e Jenny (Julianne Nicholson), uma cópia de Ally, toda esquisita e emocionalmente desiquilibrada.
Glen e Jenny são ex-namorados e quando Ally percebe a estória se repete, e está envolvida em mais um triangulo amoroso que se transforma em quarteto quando Raymond (Josh Hopkins), um atraente advogado entra na história. Só que o amor de Jenny e Glenn vence e os dois decidem ficar juntos e deixar o escritório.
Como se a vida de Ally já não fosse bagunçada o suficiente ela descobre que tem uma filha de 10 anos de idade, Maddie (Hayden Panettiere). Ally doou óvulos para fertilização e o pai da garota morreu, então, Maddie vai morar com ela. Só que Maddie não consegue se adaptar a nova cidade e Ally decide se mudar para Nova Iorque com a filha e dar um lar para a menina.
Numa despedida emocionada de seus amigos, Ally revê (o fantasma) Billy e descobre que foi feliz ali e encontrou eternos amigos, então, no final ela era mesmo uma garota de sorte.
…e então…
Ally McBeal entrou no ar em setembro de 1997, depois de cinco temporadas a série terminou em maio de 2002, nos EUA.
Bem, somos livres para escolhermos nossas séries preferidas. Fato! Mas devemos respeitar as diferenças, não é? Sim, Ally McBeal é diferente dos demais seriados de tribunais, com seus personagens peculiares, esquisitos mesmo, com uma protagonista pirada, com casos pra lá de estranhos, com um banheiro unissex etc e tal.
Mas, não deixe de fora dos autos o bom elenco e a trilha sonora personalizada, com direito a Vonda Shepard interpretando as canções que ajudam a narrar a história, que luxo, não?
Enfim, pode não ter se tornado a minha trama favorita, e talvez não venha a ser a sua, mas não lhe negue ampla defesa. Afinal, essa série pode te fazer rir, por vezes se emocionar ou pelo menos vai servir pra te mostrar o quanto você é normal, com todas as esquisitices que qualquer um tem direito de ter.
A verdade é que são muitas as séries sobre o universo jurídico, algumas excelentes, outras nem tanto, várias foram e outras são sucesso de público e crítica. Ally McBeal não segue o formato tradicionalmente sério adotado pelos seriados com essa temática e/ou exatamente por isso, deixou sua
…marca.
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