Parenthood – Family Portrait
Série: Parenthood
Episodio: Family Portrait
Nº do episódio: 4x01
Exibição nos EUA: 11/09/2012
4.7
Sempre que eu indico Parenthood, tenho muita dificuldade pra explicar por que essa série merece ser vista. Ela não tem avião caindo, não tem câncer, não tem irmãos que se apaixonam e depois descobrem que na verdade não são irmãos. Basicamente, não existem eventos grandiosos, que possam fazer o telespectador engasgar enquanto estiver comendo. A palavra de ordem parece ser “sutileza”. Mas se engana quem pensa que isso é um defeito. Muito pelo contrário. Essa é a maior qualidade da série. Tudo é tão verdadeiro, que muitas vezes você sente como se conhecesse aqueles personagens na essência, capaz até de prever algumas reações. Mas a sua maior qualidade é fugir do clichê quando não é possível fugir de temas já batidos, como traições, gravidez na adolescência ou adoção.
Com as tramas da temporada passada muito bem resolvidas no último episódio, coube a esta premiere introduzir as novas histórias. E a impressão que deu foi a de que a série não irá decepcionar. Começando pela trama menos promissora, vimos a Sarah lutando para tornar crível o seu relacionamento com o jovem Mark. É daqui que pode sair a história menos interessante. O possível triângulo amoroso com o fotógrafo foi a opção mais preguiçosa para tentar ocupar a personagem. Mas não nos esqueçamos do triângulo da temporada passada, envolvendo o Adam e a Christina, que fugiu completamente do convencional e surpreendeu pela forma que foi tratado. Que tratem esses personagens com o mesmo cuidado.
Por falar em Adam, foi no núcleo deste personagem que foi mostrada a história mais tocante do episódio. A despedida da Haddie não poderia ter sido mais emocionante. Destaque para a cena em que ela diz para o Max que o ama e este não corresponde. Isso minutos depois de dizer que admira no irmão justamente pelo fato de ele só dizer a verdade. Em outras palavras, se ele não disse “eu também” é porque não é recíproco. Há tempos eu não via uma cena tão pesada, e ao mesmo tempo tão simples. Se fosse em outra série, os roteiristas muito provavelmente passariam por cima da síndrome para agradar uma parte da audiência.
A parte do Crosby também foi bastante interessante. Já foi mostrada várias vezes na TV a história dos pais que não abrem mão de educar seus filhos e guiá-los espiritualmente. E na maioria das vezes era também a avó que tentava tomar esse papel. A diferença aqui foi que, ao tomar para si essa responsabilidade, o pai percebeu que não tinha a menor ideia do que fazer, pois não tinha ele mesmo um pensamento formado a esse respeito. O que não quer dizer que ele vá abrir mão dessa tarefa.
Mas é aqui que eu vou falar do realmente faz a diferença nessa série. Quantas vezes você já viu tramas de adoção na televisão? Tenho certeza que todas foram iguais. Os pais batalhando para ganhar o amor dos filhos, experimentando uma rejeição inicial, para em determinado momento receberem o devido reconhecimento. E foi essa a impressão que tivemos durante a maior parte do episódio, até descobrirmos que na verdade, a Julia estava fazendo todo o esforço do mundo para gostar do seu filho, e não para fazer com que ele gostasse dela. Isso depois de 6 meses de convivência, que é um tempo considerável.
Parenthood voltou, mais acertando que errando, e prometendo uma temporada no mesmo nível das outras. Eu só espero que não passemos os próximos meses assombrados pelo fantasma do cancelamento. Até lá, será um prazer acompanhar a vida dessa família. E vocês? O que acharam dessa volta?
-
Dieter Klaus
-
@ZePicelli
-
http://twitter.com/tiagomiac Tiago Oliva
-
@ZePicelli
-
http://twitter.com/tiagomiac Tiago Oliva
-
http://www.facebook.com/people/Maria-Clara-Lima/629144416 Maria Clara Lima
