
A fall season esquentou e a segunda semana de setembro trouxe mais estréias e novidades. E está tudo aqui na nossa Spoiler Zone. O colunão da semana traz reviews dos pilotos de Fringe, Privileged, Do Not Disturb e True Blood e resenhas da estréia das novas temporadas de Secret Diary of a Call Girl e Terminator: The Sarah Connor Chronicles.
E mais, fomos buscar duas séries que estrearam na semana anterior e que ficaram de fora da última coluna: Raising the Bar e Sons of Anarchy. E temos ainda novos reviews de Prison Break, One Tree Hill, Gossip Girl e 90210. E ainda uma resenha do penúltimo episódio da temporada de Weeds e do final de Swingtown. São 14 resenhas! Respire fundo e leia a seguir:
True Blood: Strange Love (1×01)
Exibição: 7/9/2008
MVP: Anna Paquin
Resumindo a trama do piloto, conhecemos Sookie Stackhouse, garçonete, que tem a habilidade de ler as mentes das pessoas, mas ela parece não ter nenhum prazer em ter esta habilidade. O universo que somos apresentados é um mundo onde existem vampiros e graças a invenção de um sangue sintético, chamado de true blood (que da nome a série), eles “saíram do caixão” e se revelaram pro mundo.
Deixando a trama paranormal de lado a série tem algumas boas tiradas, quando a vampira num debate na TV ao ser questionada sobre o passado dos vampiros responde sobre o passado negro dos humanos citando a bomba atômica. Mas no geral o piloto fica bem abaixo do que se poderia esperar de uma série da HBO ou de Alan Ball (que criou A Sete Palmos pra mesma HBO).
A trama do primeiro episódio gira em torno da aparição de um vampiro, o primeiro, no bar onde Sookie trabalha, a moça se deixa seduzir pelo morto-vivo e o salva de um golpe aplicado por alguns malandros locais que queriam drenar o sangue do vampiro para vender! O outro ponto da história ficou com Maudette e o irmão de Sookie, os dois fazem sexo vendo o vídeo da moça com um vampiro, a coisa fica meio agressiva e no dia seguinte a moça aparece morta, dando a entender que o rapaz perdeu o controle.
Numa avaliação geral me agradou muito a abertura, bem estilizada, muitas cenas sombrias, sensuais enfim tudo que deve compor o universo dos vampiros, mas ao mesmo tempo me pareceu muito distante do que foi mostrado na tela, que foi bem arrastado e sonolento.
Mas o consenso é de que a série não presta e não tem salvação. Mas sem querer parecer um contra-senso, eu não odiei, tão pouco amei, e até que vi potencial pra série ser boa. É um show bizarro, com um “Q” (um grande Q) de trash, quase um trash assumido, mas que pela trama pode abordar algumas coisas interessantes que foram destacadas no piloto, com um paralelo com a realidade das minorias, mostrando os vampiros como os párias da sociedade e criando um debate acerca dos seus direitos civis. (Lucas Leal)
Fringe: Piloto (1×01)
Exibição: 9/9/2008
MVP: não informou
Quando comentei o piloto que vazou na Internet aqui no TeleSéries (confira aqui), deixei claro que Fringe apresentava uma boa impressão para um episódio que ainda poderia sofrer modificações. A verdade é que poucas coisas foram mudadas ou feitas de outra maneira. Talvez duas ou três cenas, no máximo, tenham sofrido algum tipo de alteração. No momento-chave do episódio, por exemplo, quando John e Olivia tentam se conectar, uma nova cena foi adicionada que corresponde a uma lembrança da agente Dunhan, que vê o antigo caiaque do seu tio.
A direção de Alex Graves continua incomodando bastante. É bem verdade que a cena feita no avião, abrindo o episódio, consegue obter um ritmo realmente interessante e alucinante, para aquela situação. Porém, a sua maneira de querer filmar tudo que acontece em um determinado quadro não exerce influência alguma no andamento da história, ou da própria cena. Essa tentativa demasiada de querer transmitir todos os momentos dos seus personagens, acaba criando uma direção que está muito preocupada em detalhes que não tem importância dentro do contexto. Ele usa uma câmera estática que somente Ingmar Bergman conseguia fazer com maestria.
É preciso esperar ainda algum tempo para saber os rumos desse novo trabalho de J.J Abrams. É difícil definir Fringe apenas por esse primeiro episódio, mas é uma série que, apesar de ter estreado com uma audiência em torno dos 9 milhões de telespectadores, tem ainda tudo para apresentar melhores números e também novos mistérios. Como existe um padrão para que as coisas aconteçam e o incidente no avião foi apenas o primeiro deles, pode ter certeza que J.J Abrams ainda vai confundir muita gente. (Vinícius Silva)
Privileged: Piloto (1×01)
Exibição: 9/9/2008
MVP: Lucy Hale
Privileged estréia com um missão dificílima: competir diretamente com Gossip Girl e 90210, além dos fantasmas de The O.C. e outras séries dedicadas ao mundo glamuroso dos adolescentes ricos. Infelizmente, o piloto de Privileged me passou a impressão de que a série pode não sobreviver. Falhando completamente em me cativar, Privileged não é apenas clichê (o quê eu já até classifiquei como ignorável nas séries do gênero), mas superficial, sem graça e sem carisma. A protagonista Joanna Garcia me lembra Amy Adams, porém nem de longe tão encantadora quanto Adams e seus diversos maneirismos são apenas irritantes. Ashley Newbrough é quase completamente inexpressiva e a única que salva Lucy Hale, que faz de Rose Baker um ser humano suportável. Considerando que a única coisa que eu gostei foi a trilha sonora, não acho que eu vá continuar acompanhando Privileged por muito tempo. (Thaís Afonso)

Do Not Disturb: Piloto (1×01)
Exibição: 10/9/2008
MVP: não teve
Do Not Disturb é a nova sitcom da Fox para esta temporada que mostra o cotidiano da equipe do hotel The Inn, apontado como um dos dez melhores locais para se hospedar em Manhattan. Escrito por Abraham Higginbotham (Arrested Developement), a série é encabeçada por Jerry O’Connell e Niecy Nash, que tem experiência que pode servir como diferencial em relação às outras séries. No entanto, o humor pode não agradar muito um público que está mais acostumado com comédias bem-humoradas. O que acontece aqui é ao contrário, haja vista que Do Not Disturb provoca o seu telespectador com tiradas preconceituosas e sem graça, mas que pode até surtir efeito em algum momento. Em relação a este tipo de humor, o roteiro escrito por Higginbotham nos apresenta personagens que já estamos acostumados a ver em outros seriados e que não fogem dos clichês e dos estereótipos.
É bem verdade quando dizem que um show começa a conquistar o seu público pelo episódio Piloto. Mas se levarmos essa tese em conta, tenho certeza que Do Not Disturb não vai durar muito tempo. Não por trazer personagens estereotipados ou um humor que não tem graça alguma, mas pelo roteiro não saber conduzir essas pessoas para algo que possa soar realmente interessante. Não sou muito fã de sitcoms e, às vezes, fico realmente com medo de ver séries como Do Not Disturb, ficar completamente marcado e não assistir mais ao gênero, por mais que eu ame Friends. Se Abraham Higginbotham quiser que o seu programa tenha vida longa na televisão, ele terá que mudar muitas coisas… (Vinícius Silva)
90210: Lucky Strike (1×03)
Exibição: 9/9/2008
MVP: não teve
Não tenho como escrever sobre o episódio sem citar o que o Ale Rocha escreveu no Rwitter:
Será que para entrar para o elenco é preciso ser anoréxica?
Assistir ao terceiro episódio da série nos chama a atenção para este detalhe pelo simples fato das mocinhas estarem desfilando em clima de verão com o mínimo de roupa e muitas pernas magrelas e braços esquálidos a vista. Sem esquecer de mencionar o ressurgimento da mãe de Kelly Taylor, que anda abusando do álcool fazendo com que Silver durma em abrigos, e que nunca em sua vida foi tão magra quanto agora. Kelly Taylor (pessoa normal) virou uma baleia ao lado deste povo.
O terceiro episódio, em todo o resto, agradou demais, mas não acredito que consiga conquistar muitos “novos fãs” pelo simples fato de reapresentar as mesmas tramas do seriado original e a juventude não é mais a mesma. Eu continuo adorando, mas não sou adolescente, apenas uma eterna romântica com boas lembranças do seriado original.
Destaque da noite para os encontros e desencontros de Annie e Ethan, que são o casal principal. Annie até se tornou menos chatinha. Ah, também gosto cada vez mais de Dixon, ele me parece o mais original dos personagens e sua atração por Silver deve resultar em bons momentos. Senti falta da Vovó Tabitha, que sumiu do mapa e deixou a família perfeita a sós em seus programas família e lavação de pratos. (Simone Miletic)
Secret Diary of a Call Girl: episódios 2×01 e 2×02
Exibição: 11/9/2008
MVP: Billie Piper, Callum Blue
Belle está de volta! Mas, verdade seja dita, esta segunda temporada me parece um pouco diferente da primeira, embora eu não saiba precisar exatamente o que está mudado. No primeiro episódio Belle sofre chantagem de um jornalista por conta de um político que era cliente da call girl. Enquanto tenta lidar com a situação e a iminente exposição de seu nome e imagem na mídia, Belle ainda precisa achar tempo para o batizado do sobrinho, a instrução de uma nova call girl que insiste em se intrometer nos negócios de Belle (Bambi… chatíssima) e, mais importante, as investidas de Alex, um homem que confundiu com um cliente (em uma cena hilária) e que acabou encantado por ela.
Já no segundo episódio Belle pensa na possibilidade de fazer plástica nos seios, mas acaba percebendo que essa era uma das poucas coisas que ainda tinha de Hanna, e que era bom ainda ter essa parte dela mesma. Bambi continua orbitando a vida de Belle e se metendo em confusão. Mas foi graças a ela que Hanna (note-se a diferença) foi a um encontro com Alex, que, devo dizer, é um amor de pessoa. Infelizmente foi a mesma Bambi que atrapalhou o encontro, mas acredito que ainda veremos mais de Alex nesta temporada. Está sendo muito interessante ver essas novas possibilidades surgindo na vida de Belle. A minha única reclamação é a falta de Ben no segundo episódio (se não entendi errado, Ben mudou de cidade). Adorava a química entre Belle e seu melhor amigo. (Mica)

Raising the Bar: Piloto (1×01) e Guatemala Gulfstream (1×02)
Exibição: 1 e 8/9/2008
MVP: Mark-Paul Gosselaar
Semana passada tivemos a estréia de mais um drama judicial, Raising The Bar, da TNT. A série trata de um grupo de advogados e promotores, que não só se enfrentam em tribunais, mas também são amigos pessoais, e tentam fazer com que esse fato não interfira em suas vidas profissionais. Além disso temos o chefe dos promotores que além de não ter nenhum senso de justiça, ainda assedia suas empregadas e uma juíza tirânica que aparentemente só se importa em conseguir as coisas do jeito dela.
A verdade é que os dois primeiros episódios que foram ao ar não fazem muito pra mostrar ao público que a diferencia de tantos outros dramas jurídicos que já vimos, mas a série pode ter uma chance se decidir que seu foco principal são as relações entre os personagens. Pois é justamente isso que chama atenção nesses dois primeiros episódios, o quanto do futuro dos réus depende de quem conhece quem, e até onde cada um está disposto a ir para ajudar ou prejudicar o outro.
No primeiro episódio por exemplo a juíza dá a pena máxima, por porte de uma faca de bolso, para um réu apenas por achar o advogado impertinente, e mesmo depois de provarem que o homem não tinha nem estuprado a vítima (e assim a pena não valeria, pois não tinha sido usada pra cometer um crime), ela ainda tenta manter a pena, apenas porque o júri já havia dado o veredito, e isto estaria acima até mesmo dos fatos.
Já no segundo episódio, o namoro de Michelle e Jerry acaba sendo afetado, já que o advogado acha que a promotora foi longe demais tentando ganhar o seu primeiro caso de homicídio. Mais uma vez o caso é resolvido na base de influências, não só da nova defensora pública (e possível interesse amoroso? Mesmo sendo casada?), mas também de Rich que pega emprestado o jatinho de seu pai pra trazer a testemunha pros Estados Unidos.
Sim, a série foi média, até aqui. Mas por ser uma série bastante baseada em personagens, acredito que com o tempo, a medida que a audiência for conhecendo melhor os promotores, defensores, e a sua história, essa série pode sim se destacar no mar de seriados de tribunal da TV americana. (Julia Mathias)
Prison Break: Shut Down (4×03)
Exibição: 8/9/2008
MVP: William Fichtner, Sarah Wayne Callies
Prison Break, ou o que sobrou da série, continua no episódio Shut Down. O Agente Self se revela um peixe-pequeno na Segurança Nacional e é obrigado a desativar a equipe secreta de Scofield até às 16h… a menos que Michael resolva tudo de última hora. E como ele sempre consegue tudo de última hora, não há motivos pra pensarmos que a temporada ia acabar no 3º episódio. Mesmo que isso signifique usar Sarah (aparentemente uma espiã gabaritada) como distração de um vigia pra invadir um dos servidores da Wolrd Wide Web, fugir usando um baita localizador no tornozelo e simplesmente dar de cara com todos os seis portadores do Scylla, juntos pela primeira vez numa reunião. Ponto pra Scofield, que ao filmar o encontro, aparentemente mostrou à Self que seu superior na Segurança Nacional é também um Agente da Companhia.
Enquanto isso, T-Bag se diverte com os pertences de Whistler, assistindo pornografia num hotel de luxo e tentando conseguir os pagamentos de uma empresa chamada GATE, usando o nome dos documentos falsos de Whistler. Estou mais ansioso pelo reencontro de T-Bag com Michael, do que estive entre ele e Sarah. A personagem teve que mudar bastante pra se encaixar nessa temporada, e acabei não engolindo essa sua fase Agente Secreta. Mas mesmo ela não tendo química alguma com Scofield (meio que culpo Wentworth), Callies é uma excelente atriz e vem fazendo o possível pra se adequar nessa nova fase. Mas o melhor mesmo é Fichtner: Lincoln finalmente descobre que assassinaram o filho de Mahone – deixaram a mulher dele como “a próxima”, caso ele não se entregue – e resolve se unir ao atormentado agente, um personagem que sempre parece à um passo de sair dos trilhos, mas se revela como um dos mais constantes da série. Ao contrário do terminator Wyatt, que já mudou seu modus operandi: pra um cara que matou à sangue-frio uma criança, passar um episódio inteiro interrogando alguém com soro da verdade foi bem anticlímax.
A temporada começou legal… mas não tem mais nada a ver com a série. O grupo de fugitivos parece mais com uma equipe de Missão Impossível ou Alias do que qualquer coisa – o que é consenso geral entre os fãs – e essas mudanças de premissa as vezes não dão bons resultados. Só que por enquanto está dando! E torço pra que Prison Break continue sendo esse ótimo passa-tempo. (Thiago Sampaio)
Gossip Girl: Never been Marcused (2×02)
Exibição: 8/9/2008
MVP: Leighton Meester
No segundo episódio da temporada, Blair e Chuck continuam sendo a principal atração da série. Blair, depois de descobrir que Marcus é um Lorde (e faz questão de chamá-lo assim o tempo todo, o que é hilário), se “apaixona repentinamente” pelo cara e começa a fazer de tudo para agradar a Duquesa. Obviamente a solução dela é a mesma de sempre, uma festa! E uma das mais monótonas da série até hoje, pelo menos se você estivesse fora da biblioteca.
E por mais que eu ame a Blair tenho que confessar que foi divertido ver a Duquesa rebaixando a Waldorf a nada. Mas do mesmo jeito também foi ótimo ver a Blair descobrindo o segredinho dela e do Nate. Só não gostei tanto do jeito que a cena foi filmada, de algum jeito pareceu anticlimática.
Enquanto isso, Chuck estava não só tentando ajudar Nate, e mostrando mais uma vez que de um jeito meio doido, é um “bom amigo”, como também tentando conhecer melhor o inimigo. Aliás, eu acho que essa brincadeira de gato e rato de Chuck e Blair está tão divertida, e agradando tanto os fãs, que quando a caça finalmente acabar eles correm o risco de ficarem chatos como…
Serena e Dan, que estão de bocejar com esse vai não vai. Por favor, decidam se vocês só querem se pegar ou se querem ter uma relação de verdade, baseada em confiaça mútua, amor, amizade, todas essas coisas que eles parecem estar esquecendo no momento. E só pra terminar, até eu que odeio a Vanessa fiquei com peninha dela esperando o Nate, enquanto ele sucumbia à Duquesa. (Julia Mathias)
One Tree Hill: One Million Billionth of a Millisecond on a Sunday Morning (6×02)
Exibição: 8/9/2008
MVP: Sophia Bush
Olha, eu vou ser sincero com vocês: estou ficando com medo de assistir One Tree Hill. E não no bom sentido. Ou você morre, ou é seqüestrado pela babá psicopata, ou é surrado e assaltado, ou tem risco de ficar paralítico pelo resto da vida, ou se muda para Omaha. O que aconteceu com a série? Mudaram a classificação de drama para policial e não me avisaram?
Estava bastante ansiosa para o retorno da série, tanto que assisti aos dois primeiros episódios na seqüência, contudo fiquei arrependida. Foi emoção demais para 83 minutos de drama/policial.
O que vai acontecer agora? Brooke irá matar o seu agressor? Perder sua empresa? Lucas e Peyton não terão seu final feliz? Nathan não jogará mais? Dan irá morrer de qualquer jeito? E Jaime? Como irá lidar com a morte de Quentin e o “sumiço” do avô?
Já li que esta poderá ser a última temporada, contudo está muito sombria para uma série sobre aprendizados, justamente em seu ano final. Realmente estou com medo de Mark Schwahn.
Porém nem tudo está perdido, acabei de assistir a promo do episódio seguinte e senti que vai ser um episódio cheio de emoção e drama, mas será somente para matar saudades?
Para não comentarem que estou muito negativa, o episódio teve ótimos momentos. Até quando é ruim, é bom. Os momentos Leyton e Naley foram maravilhosos. Até fiquei feliz com a escolha de Lucas, apesar de ser Brucas sempre e para sempre. (Bárbara Reis)
Weeds: Till we Meet Again (4×12)
Exibição: 8/9/2008
MVP: Elizabeth Perkins
Era óbvio que o plano elaborado por Nancy Botwin em entregar Guillermo para a polícia não daria muito certo. O primeiro passo para isso acontecer foi que, além dela namorar o prefeito de Tijuana, este possui muitos contatos dentro do departamento federal que poderia ajudar os seus comparsas a descobrir quem tinha dedurado o túnel e o que era feito por debaixo dele. Por mais que Nancy tenha feito uma série de requisitos de proteção e da polícia ter corroborado para não descobrirem a sua identidade, ela está ainda mais encrencada. Bem mais do que na season finale da terceira temporada, quando Agrestic e Majestic ficaram sob chamas.
De qualquer maneira, Weeds ainda não recuperou a sua qualidade. E isso começou nos últimos dois episódios, quando a série apresentou pequenos fragmentos de uma história que ainda não havia se consolidado mas que, de forma alguma, irão ajudar no complemento deste arco narrativa iniciado por Jenji Kohan, desde quando a família Botwin fugiu de Agrestic até esse momento de desespero que passarão agora. E o forte de Weeds eram as histórias paralelas, coisa que não vem acontecendo de maneira satisfatória nessa temporada.
O romance entre Doug e Maria, por exemplo, foi dissipado por ela se apaixonar por Andy. Enquanto isso, Shane tenta agradar as suas novas amigas roubando a maconha produzida pelo seu irmão. E Celia tenta recuperar a confiança da sua família, pedindo desculpas à sua maneira. Mas, para isso, ela terá que se desculpar também com a sua filha Quinn (alguém por aí lembra dela?), que está atualmente no Marrocos. A promo que foi exibida logo após o término do episódio aponta para um final de temporada que deixará qualquer fã atônito. Agora, é ficar na espera. (Vinícius Silva)

Terminator: The Sarah Connor Chronicles: Samson & Delilah (2×01)
Exibição: 8/9/2008
MVP: Thomas Dekker e Summer Glau
Eu poderia chamar esse episódio de “A ascensão e queda de John Connor”. Ok! Admito que não sou bom com títulos, mas fiquei realmente impressionado com o episódio. Logos nos primeiros minutos John mata uma pessoa. E Cameron, por causa da explosão teve sua (re)programação apagada, e com isso John Connor virou seu alvo (que deve ser a primeira linha de comando de todos os robôs quando são feitos).
John a cada dia que passa se torna mais um líder, e com isso virá sacrifício, perdas e decisões. Ele matou alguém pra não ser morto, isso deve mexer com qualquer um (menos Dexter, claro) e além disso teve que fugir daquela que ele confia para protegê-lo, aquela que ele tem uma ligação tão forte que chega a confundir seus sentimentos, chega a colocar sua vida em risco por ela (que nem vida tem). Tudo isso pode destruir qualquer um, ou torná-lo mais forte. E toda dor, morte, raiva, e tudo de ruim que acontece numa guerra, John está canalizando para seu crescimento, para o seu papel na sociedade futura, e isto que assistimos é um garoto se transformando em homem, é um homem se transformando em líder.
Muito bom, muito intenso, muito Terminator que tanto gostei nos dois primeiros filmes, e na primeira temporada. A única coisa que me incomoda é saber que a série foi mal em audiência e que por isso pode correr um certo risco de cancelamento, mas aquele final nos faz acreditar que o universo de Terminator ainda vai existir por algum tempo, pois a versão feminina de T-1000 assusta… assusta e promete (Paulo Fiaes)
Swingtown: Take it to the Limit (1×13)
Exibição: 5/9/2008
MVP: Mirian Shor
Se um dia me perguntarem “Swingtown é uma boa série?” a resposta será não, ou melhor, a série poderia ser melhor do que é (ou foi, nos próximos meses saberemos). Infelizmente, a série em 13 episódios explorou poucos seus plots.
Em termos de atuações, a série também deixou a desejar, apenas Mirian Shor e Molly Parker se destacavam, e, apesar dos personagens serem carismáticos, ficava sempre faltando algo.
Neste episódio tivemos Janet crescendo na carreira profissional, e com isso cada vez mais se distanciando de Roger, este por sinal completamente apaixonado por Susan. Por falar nela, seu casamento vai de mal a pior, tanto que ela resolve se entregar a Roger, e Bruce resolve cair nos braços de Melinda. E os Deckers pensarão a respeito de se devem ou não ter um filho.
Com as “crianças” tivemos Sam indo embora porque sua tia está tentando protegê-la da própria mãe. Enquanto Laurie é abandonada pelo seu namorado, que foi ser herói na Guatemala.
Enfim, acho que ninguém irá reclamar se a série for cancelada de fato, a mesma teve 13 episódios para mostrar seu valor, e infelizmente ficou só na promessa. (Paulo Fiaes)
Sons of Anarchy: Piloto (1×01)
Exibição: 3/9/2008
MVP: Drea de Matteo
Ao ver o título, a maioria das pessoas deve deduzir que Sons of Anarchy é uma série política. Esqueçam isso. A série de Kurt Sutter (The Shield) é focada em Jax, um homem que, membro de uma gangue de motociclistas fundada por seu pai, tem agora que criar seu recém nascido filho, ao mesmo tempo que descobre a gangue como é hoje pode não ter sido exatamente o quê seu pai desejava. Envolvida no tráfico de armas e em uma complexa rede de rivalidades, o piloto de Sons of Anarchy mostra, de maneira bastante adulta e crua, as batalhas sangrentas por poder na pequena Charming.
Além de um roteiro consiso, a nova série da FX conta com um elenco competente. A veterana Katey Sagal já é destaque, como a ambiciosa e vingativa mãe de Jax. Charlie Hunnam assume bem o papel de Jax e Maggie Siff está bem como seu provável interesse amoroso. Mas é a participação de Drea de Matteo que marca. Espetacular como a ex-esposa grávida viciada de Jax, Drea faz uma participação memorável. Mas o quê me deixou mesmo querendo ver o segundo episódio, foi o ótimo final ao som de “I Can’t Help Falling in Love with You”. (Thaís Afonso)
Legenda:
MVP é a sigla Most Valuable Player, termo usado pela imprensa americana para indicar o melhor atleta em um evento esportivo. Foi adotada pelos fãs de seriados para indicar os atores que tiveram a melhor performance em um determinado episódio.





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